Culturas

Que mundo teremos?

Ao longo da história, pandemias devastadoras anunciaram admiráveis mundos novos. Tudo mudou com elas. Como irá o coronavírus mudar-nos? O Dr. Liam Fox* faz uma análise de longo prazo.
Por Máxima, 20.05.2020

Comecei a escrever um livro sobre pandemias, em 2016, depois de o mundo assistir a surtos de duas doenças invulgares. Depois da SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), em 2002, e da MERS (Síndrome Respiratória do Médio Oriente), em 2012, o público interrogou-se sobre quão preocupado deveria ficar com a possibilidade de uma pandemia e se as autoridades estariam devidamente preparadas. Fiz uma pausa no meu livro quando fui nomeado secretário de estado do Comércio do governo de Theresa May, nesse ano, mas continuei muito interessado no tema.

As pandemias não são uma exceção na história da humanidade. São a regra. Os seres humanos modernos existem há cerca de 200 mil anos, enquanto a bactéria mais antiga do planeta existe há milhares de milhões de anos e os vírus há, pelo menos, 300 milhões de anos. Nós é que somos os recém-chegados a esta luta evolutiva.

Eu tive a sorte de estar perto da arena política britânica durante 30 anos, de ter sido secretário de estado da Defesa e do Comércio e de integrar o conselho de segurança nacional do Reino Unido. Juntamente com a minha formação médica, isto deu-me uma visão ampla das questões relacionadas com as pandemias, desde a prevenção e tratamentos médicos aos consequentes efeitos sociais e políticos. Uma coisa é certa – as coisas nunca voltam a ser iguais após uma pandemia. O atual surto do coronavírus – conhecido como Covid-19 – não será exceção.

Está a afetar como e onde trabalhamos, as nossas possibilidades de viajar e a forma como lidamos com o comércio global. Com algumas zonas da Europa fechadas em isolamento, os nossos padrões de comportamento estão a ser desafiados. Algumas das mudanças serão temporárias, possivelmente, mas outras ficarão profundamente enraizadas no nosso estilo de vida à medida que tentamos superar as novas ameaças da nossa época.

A Organização Mundial de Saúde declarou o atual surto de coronavírus como uma pandemia, o que significa, como se sabe, que esta nova doença já se espalhou por todo o mundo. Ao contrário da opinião popular, a declaração de pandemia não nos dá qualquer ideia sobre a sua gravidade ou o seu impacto. No entanto, há que perceber que, mesmo numa pandemia com uma taxa de mortalidade relativamente baixa, se uma parte significativa da população for infetada, o número total de casos graves poderá ser bastante grande, exercendo uma enorme pressão sobre os serviços médicos e perturbando a atividade social e económica.

Embora a era da globalização tenha trazido benefícios sem precedentes a milhões de pessoas, com mil milhões a saírem do estado de pobreza abjeta na última geração, acarretou também algumas vulnerabilidades. A luta das autoridades chinesas para isolar e pôr as pessoas de quarentena devido ao atual surto de coronavírus e à sua propagação mostraram as dificuldades de tentar controlar uma infeção quando se estima que até um milhão de pessoas esteja a viajar de avião em determinada altura. Alguns dos 32 milhões de passageiros de cruzeiros projetados para 2020 estarão, neste momento, no mar.

Como é evidente, estas estimativas estão a ser rapidamente desvalorizadas pela indústria das viagens perante o surto de Covid-19. No entanto, as viagens rápidas e generalizadas trouxeram novos problemas à forma de lidar com uma crise pandémica, para os quais temos de encontrar novas respostas.

Nem tudo é catastrófico

Existem muitas razões para estarmos otimistas em relação à crescente capacidade científica para identificar pandemias e descobrir soluções rápidas. E se tivermos aprendido as lições ensinadas pela história, veremos que da tragédia humana poderão surgir mudanças sociais, políticas e intelectuais altamente benéficas. No rescaldo da Gripe Espanhola que matou dezenas de milhões** de pessoas em todo o mundo, há um século, no final da Primeira Guerra Mundial, o governo britânico criou o Ministério da Saúde e as médicas ocuparam posições seniores na profissão, pela primeira vez, pois o número de médicos homens, que estavam nas linhas da frente a tratar o surto da gripe, era reduzido. Dos horrores da varíola surgiu o aumento de conhecimento e da inovação que conduziu aos programas de imunização que hoje tomamos por garantidos, salvando milhões de vidas em todo o mundo. Talvez a nova ênfase sobre a higiene básica em resposta ao coronavírus possa até resultar numa diminuição nas 600 mortes que normalmente ocorrem durante os surtos de gripe sazonal do Reino Unido.

A primeira coisa que precisamos de perceber face a qualquer pandemia é a sua escala. Cerca de três meses após o início do surto do Covid-19, havia, no mínimo, 120 mil infeções e um mínimo de 4.300 mortes. É difícil saber, ao certo, quando começou a pandemia da Gripe Espanhola, mas algumas estimativas sugerem que, num período temporal semelhante, esta infetou até 135 milhões de pessoas, causando até 200 mil mortes. Portanto, segundo os padrões históricos, o surto de Covid-19 tem uma taxa de mortalidade baixa (até à data). Por outro lado, estima-se que a Peste Negra, que chegou na década de 1340, tenha reduzido a população global de cerca de 450 milhões para cerca de 350 milhões. Com uma população global atual de 8 mil milhões de pessoas, isso equivaleria a mais de 1,7 mil milhões de mortes – ou cerca de 26 vezes a população do Reino Unido.

Quando a Peste Negra surgiu, pela primeira vez, na Europa tinham-se passado 600 anos desde que a Peste de Justiniano contribuiu para a queda do Império Bizantino. Sabemos, agora, que estas duas pestes eram geneticamente idênticas. A população da Europa demoraria quase 200 anos a recuperar os níveis anteriores à peste do século XIV. Durante esse período, as atitudes sociais, religiosas, médicas e artísticas mudaram fundamentalmente. As profundas alterações económicas associadas à perda drástica de população alteraram o rumo da Europa ocidental e começaram a moldar um mundo novo.

Uma das grandes vantagens que temos, hoje, em comparação com os nossos antepassados do século XIV é que compreendemos as bases da doença e conseguimos separar as causas das pandemias (a Gripe Espanhola era um vírus e a Peste Negra foi causada por uma bactéria) e determinar as suas origens. Sabemos que os coronavírus não eram altamente patogénicos para os seres humanos até 2002, quando a SARS apareceu na província chinesa de Guangdong. Dez anos mais tarde, seguiu-se a MERS.

Pensa-se que os morcegos sejam os principais reservatórios naturais destes tipos de coronavírus que podem ser transmitidos para outros mamíferos, como as civetas. Sabemos, agora, que a SARS foi transmitida aos seres humanos pelas civetas e a MERS pelos dromedários. É provável que o atual coronavírus, o Covid-19, revele uma via de transmissão semelhante com uma provável origem nos morcegos, tendo-se transferido para os seres humanos através de outro animal.

No que diz respeito à gripe, as aves são os hospedeiros naturais dos vírus de gripe do tipo A. Ocasionalmente, estes podem saltar a barreira das espécies e causar doenças a seres humanos que tenham contacto próximo com aves infetadas. Esta gripe das aves pode ser altamente patogénica, mas não se verificou uma transmissão significativa entre os seres humanos. O problema é quando a mutação viral resulta no tipo de transmissão humana ocorrida em pandemias, como a Gripe Espanhola. No atual surto de Covid-19 houve uma mutação que, segundo um estudo, o torna entre cem e mil vezes mais eficiente do que o SARS a entrar nas células humanas. Isto explica a sua rápida propagação. Felizmente, a taxa de mortalidade associada à infeção é (por enquanto) relativamente baixa.

O derradeiro efeito que o atual surto de coronavírus tem na nossa economia e na nossa sociedade depende de uma série de fatores, incluindo a taxa de propagação e de haver mais mutações do vírus. Já assistimos a vários impactos económicos.

A maneira como a produção global se desenvolveu faz com que haja uma maior dependência das cadeias de fornecimento internacionais, com componentes a serem entregues exatamente onde são necessários, em vez de guardados em armazéns – o modelo conhecido por "mesmo a horas". Embora isto nos tenha dado maior eficiência, o preço foi uma diminuição da nossa resiliência. O atual surto de coronavírus é um exemplo de como a disrupção de parte da economia global pode rapidamente fazer ricochete em tudo o resto.

Na China, onde o surto de Covid-19 teve origem, os dados económicos dos primeiros dois meses de 2020 revelam uma queda acentuada das exportações, de 17,2%, face ao ano anterior, e uma redução de 4% nas importações face a um crescimento de 16,5%, em dezembro [de 2019]. Mesmo quando os trabalhadores chineses regressarem às suas fábricas, a procura demorará a recuperar, enquanto o resto do mundo lida com a propagação do vírus e a disrupção por este causada no modelo de trabalho típico. No entanto, pandemias anteriores, como a Peste Bubónica, tiveram um impacto muito maior no mundo dos nossos antepassados.

A Peste Negra atacou uma sociedade medieval assente no feudalismo: um sistema social que envolvia a posse de terras em troca de serviços ou mão de obra. A peste não só diminuiu dramaticamente o tamanho da força laboral, como reduziu a sua esperança de vida. Isto alterou o equilíbrio do poder na sociedade. Antes da peste, os senhores podiam determinar os salários, os preços e as rendas. Nos anos após a peste, o jogo inverteu-se. Os trabalhadores e os produtos eram muito mais procurados e, por isso, os trabalhadores puderam definir os seus termos nas negociações. Ameaçando ir-se embora e trabalhar para outro senhor, os camponeses conseguiram impor novos termos e condições aos terratenentes e ganharem mais direitos do que detinham anteriormente. Isto marcou efetivamente o fim da servidão, pelo menos na Europa ocidental.

É claro que, como sempre, houve consequências imprevisíveis. Aqueles que já eram ricos antes da peste e sobreviveram ficaram ainda mais ricos, simplesmente graças às heranças. A igreja também ficou mais rica, graças a legados feitos em testamentos e doações.

No outro prato da balança, os membros mais imorais da sociedade pensaram, com uma certa razão, que o melhor era divertirem-se, pelo menos enquanto estivessem vivos. O seu comportamento conduziu a um quase colapso em algumas cidades europeias. Um ator que viveu esses tempos escreveu: "Alguns incorreram num comportamento mais desordeiro e sórdido do que nunca. À medida que chafurdavam na indolência, a libertinagem levou-os a cometer o pecado da gula em banquetes, tabernas e comidas requintadas, e ao vício do jogo. Mergulharam a fundo na luxúria."

No entanto, a atitude que mais mudou após a Peste Negra foi, provavelmente, a religião. A peste ceifou tantos membros do clero como leigos e a Igreja deparou-se com uma crise de mão de obra. Dada a pressa para assumir funções, os novos sacerdotes eram frequentemente menos cultos e experientes do que os seus predecessores. Numa época em que a confiança na liderança espiritual da Igreja foi abalada pela sua incapacidade para fornecer uma explicação credível para os acontecimentos ou qualquer esperança de melhorar os efeitos devastadores, isto conduziu a mais uma diminuição do respeito e da autoridade.

Uma vez que tudo o que existia no mundo medieval antes da Peste Negra tinha alguma ligação com a Igreja, isto representou uma mudança sísmica nas mentalidades. Novos pensamentos trouxeram novas ideias tanto para a teologia, como para a estrutura do poder religioso e abriu-se o caminho para as enormes mudanças que haveriam de acontecer.

Confrontados com os seus défices de conhecimento e de aptidões, além das incríveis exigências da doença, os praticantes de medicina não conseguiam prestar a devida assistência às vítimas da peste. Como tal, alguns dos que procuravam desesperadamente ajuda viraram-se para uma série de remédios ineficazes e frequentemente repugnantes. Para prevenir as infeções, o conselho de transportar flores ou ervas bastante perfumadas foi amplamente seguido, enquanto a ingestão de poções com arsénico e mercúrio tinha o seu quê de tradição galénica.

Um dos conselhos sugeria que os doentes deveriam ser lavados com vinagre e água de rosas e outro aconselhava a beber uma cocção de cascas de ovo assadas, flores de maravilha, melaço e cerveja como remédio. As pessoas que desenvolviam bubões (nódulos linfáticos inchados), os conselhos variavam entre atar galinhas à volta destes a lancetar os edemas e aplicar uma mistura de resina de árvore, raízes de lírio e excrementos humanos sobre as feridas abertas. Na era das redes sociais chamamos a isto o poder destrutivo das fake news.

Depois da peste verificou-se um desejo crescente de descobrir as causas da doença e as curas eficazes. Os acontecimentos subsequentes conduziram a uma revolução médica. Hoje em dia, o nosso conhecimento da estrutura dos vírus permite-nos não só desenvolver técnicas médicas para as nossas defesas contra eles, como compreender as medidas de saúde pública que contribuem para prevenir a sua propagação. Gamas aparentemente intermináveis de produtos de limpeza dizem-nos que matam 99,9% das bactérias, mas o Covid-19 é um vírus, que é um tipo de organismo diferente. A questão, bastante simples, é que uma das formas mais eficazes de matar vírus é com o nosso bom velho amigo – o sabão.

Os vírus são compostos por dois blocos essenciais. O primeiro é material genético (DNA ou RNA) que será injetado na célula hospedeira no decorrer de uma operação "assalto e ocupação". Isto resulta na replicação do vírus no interior das próprias células. O segundo, um invólucro de proteína, participa na rotura física na célula hospedeira, criando condições para a replicação, uma vez concluído o processo. Muitos vírus de animais possuem igualmente uma membrana lipídica em redor do elemento proteico que até ajuda a proteger o vírus.

Os lípidos são um grupo de substâncias que incluem gorduras, óleos e hormonas. Felizmente para nós, o sabão consegue dissolver este revestimento lipídico, desativando o vírus. Embora o álcool presente em vários agentes de limpeza tenha algum efeito sobre o vírus, é o sabão comum quem mais ordena, apesar do seu baixo estatuto doméstico. Ao contrário do que alguns cínicos insinuaram, lavar as mãos não é apenas uma recomendação do governo para nos manter ocupados – funciona mesmo contra os vírus.

O atual surto de coronavírus é grave. No entanto, a história diz-nos que seria muito pior e que, em determinado momento do futuro, é provável que entremos uma pandemia muito mais mortal. A maneira como lidaremos com tal cenário depende, em parte, de quão bem reagirmos aos desafios apresentados pelo surto atual.

Deveremos alterar os nossos hábitos profissionais de modo a reduzir os inevitáveis riscos de um local de trabalho partilhado e do uso de transportes públicos? Quem sabe, até poderemos conseguir mais tempo precioso para a família e para o lar. Como organizaremos o comércio global de modo a minimizar potenciais disrupções no fornecimento de bens essenciais? Talvez aumentemos a produção enquanto aprendemos a armazenar para lá das nossas necessidades imediatas. Teremos capacidades científicas suficientes, incluindo em áreas como o sequenciamento genético, para nos mantermos um passo à frente dos acontecimentos e garantirmos a nossa própria segurança independente se a cooperação mundial for ameaçada ou ruir? Talvez os nossos padrões de investimento reflitam mais do que simples interesses a curto prazo.

Acima de tudo, conseguiremos aprender as lições certas para maximizar as nossas probabilidades na longa luta evolutiva entre a espécie humana e os micróbios que já habitavam o planeta antes de nós? O surto de Covid-19 é mais um numa longa série de doenças infeciosas, pragas e pestilências que puseram à prova a humanidade. Sabemos mais sobre elas, hoje, do que nunca, mas devemos lembrar-nos de que outras nos aguardam no futuro. Esperamos que possamos ler sobre elas e compreendê-las. E um pouco de humildade em relação ao espaço que ocupamos na ordem natural das coisas também não nos faria mal algum.

      

*O Dr. Liam Fox foi ministro do governo presidido por Theresa May, é médico de família e o seu livro sobre pandemias será publicado em finais deste ano.

**Estima-se que tenham morrido com a Gripe Espanhola, pandemia oriunda de Espanha, cerca de 50 milhões de pessoas no mundo, entre 1918 e 1920, tendo morrido mais pessoas do que na Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Devido a este flagelo pereceram cerca de 60 mil portugueses.

 

Varíolas, pestes e vírus assassinos


Peste de Atenas

430 a.C.

Durante a Guerra do Peloponeso, uma febre semelhante à tifoide matou até um terço dos atenienses. Os sintomas incluíam febre, tosse com sangue e pústulas.

 

Peste Antonina

165-180 d.C.

As tropas regressadas da guerra trouxeram uma doença parecida com a varíola, ou com o sarampo, para o império romano. Foi assim denominada em homenagem ao imperador Marco Aurélio Antonino, possivelmente uma das suas vítimas.

 

Peste Justiniana

541-750

Uma doença propagou-se pelo império bizantino, matando 13 a 26% da população mundial. A culpada foi a Yersinia pestis, uma bactéria transportada por pulgas de roedores.

 

Peste Negra

1347-51

Surtos da peste Yersinia pestis na Europa mataram 30 a 60% da população. As vítimas padecem de bubões purulentos e gangrena que faz a carne morrer e ficar negra.

 

Intercâmbio Colombiana

A partir de 1492

Europeus chegados às Américas levaram consigo doenças como varíola, sarampo e gripe. As epidemias devastaram o continente, matando um número estimado em 90% dos nativos americanos.

 

Grande Peste de Londres

1665

A Yersinia pestis volta a atacar, tirando a vida a quase um quarto dos londrinos. O rei Carlos II e a sua corte fogem para Oxford.

 

Pandemia da Terceira Peste

1855-1959

Uma epidemia de peste bubónica surgiu em Yunnan, na China, e espalha-se até Glasgow, São Francisco e Sidney. Causa 10 milhões de mortes só na Índia.

 

Gripe Russa

1889-90

Com a ajuda das viagens transatlânticas por comboio e por mar, esta estirpe de gripe disseminou-se por todo o hemisfério norte em apenas quatro meses. Estima-se que tenha ceifado um milhão de vidas.

 

Gripe Espanhola

1918-19

Uma gripe mortífera conhecida como H1N1 matou, no mínimo, 50 milhões de pessoas e infetou um terço da população mundial. Pessoas jovens e de boa saúde, o que espantou os médicos e os cientistas, sucumbiram à doença e não apenas as mais vulneráveis.

 

Gripe Asiática

1957-58

Com origem na China, a estirpe de gripe H2N2 propagou-se rapidamente para a América e para a Europa e matou 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo. Ao contrário do sucedido com a Gripe Espanhola, a vacina foi rapidamente desenvolvida.

 

Gripe de Hong Kong

1968-70

Uma subestirpe da H2N2 deu origem à terceira pandemia do século XX. As pessoas expostas ao vírus de 1957 conservavam proteção imunológica, o que resultou em taxas de mortalidade relativamente baixas.

 

H5N1 Gripe das Aves

1997- 2000

Os primeiros casos conhecidos de Gripe das Aves em seres humanos foram detetados em Hong Kong. Milhões de aves foram abatidas para travar a propagação da doença.

 

SARS

2002-03

Uma forma de coronavírus infetou 8.096 pessoas e causou 774 mortes em todo o mundo – uma taxa de mortalidade de quase 10%. Em 2016, a OMS identificou este coronavírus como a causa provável de uma futura epidemia.

 

Peste Suína

2009-10

A gripe H1N1 foi descoberta no México e espalhou-se por todo o mundo, apesar da decisão do governo mexicano de encerrar as instituições públicas. A taxa de mortalidade foi misericordiosamente baixa – apenas 0,08%.

 

Surto de Ébola

2014-16

O Surto de Ébola com maior propagação da história causou 11.310 mortes na África ocidental. Uma intervenção rápida travou a propagação desta doença mortal.


Exclusivo The Sunday Times Magazine/Atlântico Press. Tradução: Erica Cunha e Alves



Tags: pandemias devastadores história mudanças econónimas sociais religião futuro coronavírus liam fox
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