Culturas

Palco principal: música para julho

Conheça os melhores concertos, festivais, discos e outros eventos musicais do mês.
Por Rita Silva Avelar, 06.07.2019

Musas do momento

Há pelo menos três boas razões para não perder a edição deste ano do festival Super Bock Super Rock: Lana del Rey, Janelle Monáe e Charlotte Gainsbourg. Com diferentes identidades artísticas, estes três nomes grandes da cena musical trazem sonoridades que oscilam entre a doce melancolia e a energia mais alternativa, sem esquecer a forte dimensão literária, aqui representada pela cantora francesa que conta com colaborações com artistas como Sebastián, Paul McCartney ou Guy-Manuel de Homem-Christo, dos Daft Punk. Indissociável do rock, da boa energia e da maresia, o festival Super Bock Super Rock regressa à Praia do Meco para comemorar a sua 25.ª edição, entre os dias 17 e 20 de julho.

Canção doce

"Toda menina baiana tem/ encantos que Deus dá", assim como toda a canção de Gilberto Gil tem uma doçura especial. Referência na música brasileira que atravessa décadas, o artista de Salvador que até passou pela política (foi ministro da Cultura) regressa agora ao Centro Cultural de Belém, em Lisboa, com o seu novo espectáculo OK OK OK. Sob a coordenação musical do seu filho e também artista Bem Gil, ao lado de mais oito músicos, este espetáculo, originado pelo disco com o mesmo nome que Gilberto lançou aos 76 anos, é uma celebração da vida. No dia 19 de julho no CCB (a partir de €20).

Bomba latina

Espontânea, disruptiva e sempre pronta a quebrar estereótipos, Blaya pôs a garra que tão bem a distingue no seu primeiro disco a solo: Blaya con Dios. A cantora e performer, que em 2006 foi um dos membros fundadores da banda Buraka Som Sistema (juntamente com Riot, Kalaf Epalanga, Branko e Conductor), tem vindo a revelar algumas das músicas deste disco ao longo dos últimos meses, apresentando-o agora na totalidade e ao vivo. A tournée Macumba desenrola-se entre os dias 5 e 31 de julho, com concertos em todo o país (e além-fronteiras).

Conversas de jazz

Jessica Pina diz que foi o trompete que a escolheu e não o contrário. Com apenas 26 anos, representa uma fusão única entre os ritmos africanos, a música clássica e o jazz de improviso, originando uma sonoridade distinta que conquistou até Madonna. Além de a estrela pop a ter convidado para o vídeo do seu último single, Medellín, convidou-a a participar na sua performance durante o Festival da Eurovisão, em Telavive. A 20 de julho, Jessica sobe ao palco principal da 16.ª edição do festival EDP Cool Jazz, ao lado de Jamie Cullum, para dar a conhecer o seu primeiro disco, Essência, lançado no início do ano.

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