Culturas

Os livros da minha vida: A escolha de Margarida Rebelo Pinto

Desafiámos alguns escritores portugueses a partilhar as suas escolhas literárias de uma vida. Conheça as de Margarida Rebelo Pinto.
Por Rita Lúcio Martins, 09.04.2020

Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade Clássica de Lisboa, Margarida Rebelo Pinto começou por ser jornalista nos já extintos jornais O Independente e no Se7e, destacando-se desde logo como cronista. Em 1999, publicou o seu primeiro romance, Sei Lá, vencedor do 1º Prémio Literário Fnac no ano seguinte. Desde então, publicou vários romances, livros de crónicas e pequenas ficções e livros infantis, tendo vendido mais de um milhão de exemplares. A sua obra encontra-se publicada em Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, Bélgica, Holanda e Brasil.

A Fada Oriana, de Sophia de Mello Breyner (Porto Editora)

O primeiro livro que me fez sonhar e ter vontade de voar, pela sua beleza, pureza e clareza. Ensinou-me o poder das histórias exemplares e com ele interiorizei que quem cumpre a sua missão nunca se perde, e quem a esquece ou a descura, terá de caminhar sobre as pedras, pois perderá a capacidade de voar por cima das coisas más.

Noites Brancas, de Dostoievski (Clube do Autor)

O primeiro livro que me fez chorar, Apaixonei-me por aquela rapariga que vivia um amor impossível e pelo guardião a sua alma que sonhou um amor impossível com ela. Tinha 16 anos, o dia estava a nascer quando o terminei. Já o li dezenas de vezes.

De profundis, de Oscar Wilde (Relógio D’Água)

A mais bela e pungente carta de amor da história da literatura. Wilde só tinha direito a uma folha por dia durante os meses em que esteve preso por causa do seu amante Alfred Douglas, que aliás, nunca o foi visitar. De vez em quando volta para a minha cabeceira e por lá fica umas semanas. Tenho dois ou três exemplares, todos sublinhados.

A Mecânica do Coração, de Mathias Malzieu (Contraponto)

Uma fábula cheia de magia sobre o amor entre Miss Acácia, uma bailarina míope que está sempre a tropeçar e Jack, um rapaz que tem um relógios de cuco no lugar do coração. É talvez a metáfora mais bela para os homens que têm medo de amar.

Obra Completa de José Agostinho Baptista (Assírio & Alvim)

É um dos meus poetas preferidos. Não há nada que se compare à magia da linguagem poética, o seu poder de encriptação, o seu ritmo, o usos de palavras encadeadas em estruturas tão misteriosas quanto certas. Quem escreve um poema salva um afogado e a vida sem poesia não tem serventia para nada. Revisito-o amiúde, está sempre por perto, às vezes chama-me. Abro uma página ao calhas e tem sempre respostas para o meu coração inquieto. Sempre.

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Há 3 semanas
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