Culturas

Os livros da minha vida: A escolha de Isabel Stilwell

Desafiámos alguns escritores portugueses a partilhar as suas escolhas literárias de uma vida. Conheça as de Isabel Stilwell.
Por Rita Lúcio Martins, 03.04.2020

Mãe e avó, jornalista e escritora, Isabel Stilwell é uma comunicadora nata. Já dirigiu publicações como a revista Notícias Magazine ou o jornal Destak, escreveu livros infantis e romances históricos, alguns deles depressa transformados em best-sellers. É, ainda, cronista do Jornal de Negócios e colaboradora regular da Máxima, onde assina entrevistas e temas de comportamento relacionados com a família - uma das suas áreas de interesse prediletas. Foi também em família que nasceu um dos seus mais recentes projectos, Birras de Mãe, um diálogo digital que Isabel e a sua filha Ana estabelecem em tempos de quarentena e que pode ser acompanhado nas redes sociais ou nas páginas do jornal Público.

 

 

Winnie-The-Pooh, de A.A. Milne, Ilustrações de E. H. Shepard

O primeiro. Todos os dias, depois do banho, ouvia as histórias ao colo da minha mãe. Durante os enjoos incapacitantes da gravidez, leu-mo de novo. E eu li-o aos meus filhos, e eles aos seus. O humor, a inteligência subtil, e a facilidade com que identificamos cada um dos personagens com pessoas que conhecemos, tornam o livro imortal, e para todas as idades. Por favor, não confundir com as versões da Disney – as ilustrações de Shepard fazem parte da magia deste livro.

Os Cinco, de Enid Blyton

Fizeram de mim uma leitora compulsiva. Alimentaram a minha imaginação — quantos contrabandistas encontrei no meu bairro —, permitiram identificar-me com uma rapariga maria-rapaz como eu, e levaram-me a ler todos os outros da mesma autora.   

A Educação de Eleanor, de Gail Honeyman (Porto Editora)

É infeliz a tradução do título originalEleanor Oliphant is Absolutly Fine —, e ignore o texto da contracapa, que não compreendo porque foi alterado, mas nada disto deve afastar o leitor de um livro inesperado e extraordinário, um mergulho nos intrincados caminhos da mente de uma mulher,  que nos vão sendo revelados,  devagarinho, com uma subtileza de mestre.

Wolf Hall, de Hillary Mantel (Civilização Editora)

Quando for grande quero escrever assim! Wolf Hall é o primeiro de três volumes de um romance histórico sobre Thomas Cromwell, primeiro-ministro de Henrique VIII. O segundo, "O Livro Negro" ("Bring Up the Dead") também é muito bom, e depois de uns anos de espera, acaba de sair o último. Marcaram-me. Às vezes nem é a história em si que nos prende, mas a maneira como a conta, e que lhe conseguiu dois Booker Prizes de seguida. Este ano, virá certamente o terceiro.

Quando Nietzche Chorou, de Irving D. Yalom (Saída de Emergência)

Este foi o primeiro livro que li do psiquiatra e psicoterapeuta Irving Yalom, de que me tornei leitora devota, tanto dos romances (como este), com dos seus livros mais "técnicos". Replico a contracapa: "Friederich Nietzsche, o maior filósofo da Europa, está no limite de um desespero suicida, incapaz de encontrar cura para as insuportáveis enxaquecas que o afligem. Josef Breuer, médico distinto e um dos pais da Psicanálise, aceita tratar o filósofo com uma terapia nova e revolucionária: conversar com Nietzsche e, assim, tornar-se um detetive na sua cabeça."

Tags: livros escolhas literárias literatura isabel stilwell
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