Culturas

Mundial de Futebol Feminino termina com pedidos de igualdade de género na modalidade

O uso de chuteiras pretas e a recusa de cantar o hino nacional foram alguns dos vários protestos desta 8ª edição do torneio que atribuiu a Megan Rapinoe, além do título de campeã, a voz do ativismo feminino no desporto.
Por Camila Lamartine, 09.07.2019

O Mundial Feminino de Futebol em França teve, sem dúvida, a principal edição de todos os tempos. No campo, jogadoras experientes, recordes ultrapassados – a futebolista Marta marcou seu 17º golo e tornou-se a maior marcadora em torneios Mundiais – e principalmente o arranque da luta pela desigualdade de género e diferenças salariais. A porta-voz desta causa foi a capitã americana de 33 anos, sem papas na língua, até para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Megan Rapinoe, ativista LGBTQI e autora do processo contra a federação de futebol americana por desigualdade de género, usou sua visibilidade para questionar a discrepância de pagamentos entre homens e mulheres no futebol. Após a vitória da selecção estadunidense por 2x0 sobre a Holanda, a jogadora reagiu aos gritos da torcida que clamavam por "pagamentos iguais". "Creio que toda a gente está pronta para o próximo passo desta conversa. Terminamos a copa a certeza de que valemos a pena, devemos ter pagamento igual, o mercado é o mesmo", comentou Rapinoe em conferência após a final.

Além da taça do Mundial, a jogadora ficou também com o troféu de melhor jogadora e melhor marcadora, e provavelmente deverá ser recebida na Casa Branca pelo presidente que, diferentemente da polémica anterior onde sugeriu que Rapinoe ganhasse antes de recusar-se a ir à Washington, Trump deu os parabéns à equipa e disse estar bastante orgulhoso.

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