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Havai quer banir os protetores solares em 2021

O motivo prende-se com os químicos que estão a prejudicar os recifes de coral das ilhas.
Por Andreia Rodrigues, 27.06.2018

Os protetores solares estão mais eficazes do que nunca: com texturas leves, são absorvidos com facilidade e protegem a pele dos raios UV durante muitas horas. No entanto, um estudo realizado em 2015 revelou que, no Havai, cerca de 14 mil toneladas de protetor solar ficam depositadas nos recifes de coral, retirando-lhes nutrientes e deixando-os com manchas brancas.  

Para os salvar, foi recentemente apresentado um projeto de lei que prevê a proibição da utilização de protetores solares que contêm químicos, como a oxibenzona e octinoxate. De acordo com o site da National Public Radio, mais de 3.500 dos protetores solares mais conhecidos do mundo contêm estes e outros químicos.

A proposta de lei foi apresentada pelo senador Mike Gabbard, que explica que a proibição da venda destes produtos sem prescrição médica "fará uma diferença enorme na proteção dos nossos corais, da vida marinha e da saúde humana".

As opiniões quanto a esta medida não são unânimes. A Associação Médica do Havai, por exemplo, discorda, justificando a sua posição com o papel fundamental que os protetores solares desempenham na luta contra o cancro de pele, alegando ainda que há uma manifesta falta de provas de que estes prejudiquem a vida marinha.

Entretanto, aumentou a venda de produtos naturais no Havai, devido às campanhas que mostram os danos causados pelos químicos presentes nos cremes e protetores solares.

Se for aprovada, a lei entra em vigor a 1 de janeiro de 2021.

Tags: havai protetor solar 2021 químicos coral
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