Culturas

Era uma vez um fotógrafo amante de gatos

A mais recente publicação da Taschen é uma homenagem a um apaixonado por felinos.
Por Marta Vieira, 04.09.2019

Este é uma história de amor à primeira vista. Foi numa noite de inverno há 70 anos, em Nova Iorque, que um estudante de marketing e aspirante a fotógrafo encontrou um pequeno gato perdido na neve. Levou-o para casa e deu-lhe o nome de Loco. Começou então a fotografá-lo. Aliaram-se duas paixões neste dia, a dos gatos e a da fotografia.

O fotógrafo em questão é Walter Chandoha, que encantou o público através da sua incomum arte, sendo considerado por muitos o maior fotógrafo de gatos do século XX. Seguir-se-iam anúncios, cartões de felicitações ou embalagens de alimentos para animais, uma carreira fascinante no mundo da fotografia, tendo estes felinos como inspirações. Sete décadas depois, a editora Taschen lança um livro com o seu espólio profissional.

A ousadia, técnica sem precedentes e carinho genuíno por estes animais reflectemm-se em cada fotografia. "A moda tem Helmut Newton, a arquitectura tem Julius Shulman e a fotografia de gatos tem Walter Chandoha", escreveu a Taschen por ocasião do lançamento do seu recente livro Walter Chandoha. Cats. Photographs 1942–2018, uma compilação de imagens fascinantes da paixão deste notável profissional da fotografia: existem gatos a voar pelo ar, a acompanhar crianças, em bando, a bocejar, e até a rir.

A obra foi editada por Reuel Golden, Susan Michals e o próprio Walter Chandoha e constitui um tributo não só a estas enigmáticas criaturas mas também ao seu fotógrafo, que faleceu este ano, aos 97 anos. A partida do fotógrafo ocorreu, inclusivamente, durante a produção do livro. As imagens que assinou ao longo da vida tiveram e têm um impacto imenso nos amantes da fotografia e, claro, dos gatos.

 

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