Culturas

Cinema: o que ver no mês de julho?

Há mais do que um filme obrigatório para o mês de julho: além da estreia de Olivia Wilde na realização com Booksmart, há mais três que as mulheres assumem o papel de protagonistas.
Por Rita Silva Avelar, 07.07.2019

Atrás da câmara

Se até agora só conhecíamos Olivia Wilde nos papéis de modelo e de atriz (juntou-se ao elenco da quarta temporada da série House, no papel de Thirteen), em Booksmart assistimos ao emergir da sua faceta de realizadora. Nesta aclamada comédia, Wilde retrata a diversão, o drama e o frenesim das vidas adolescentes de Molly e Amy (Beanie Feldstein e Kaitlyn Dever, respetivamente), através de uma perspetiva graciosa, mas simultaneamente inteligente e crítica. "Em vez de reforçar os mesmos valores cansados que os realizadores masculinos têm vindo a vender há anos – onde os rapazes são obcecados em perder a virgindade, objetificando livremente as raparigas da turma –, Booksmart apresenta uma visão da sexualidade feminina em que os homens estão em segundo plano", escreve a revista Variety sobre o olhar crítico e pouco habitual que Wilde imprime num filme deste género. Estreia a 11.

Beleza decadente

Ninguém melhor do que Elisabeth Moss para levar ao extremo uma personagem como a de Becky Something, uma estrela de punk rock à beira do colapso numa luta contra a dependência do álcool. Her Smell, de Alex Ross Perry, valeu à protagonista da série The Handmaid’s Tale e de Mad Men excelentes críticas, como a do The New York Times, definitivo ao afirmar: "Moss retira cada fragmento do seu encanto para revelar carisma no seu estado mais cru, envolvendo Perry [o realizador] e o público num voyeurismo que pode parecer quase sagrado." Ao elenco juntam-se talentos femininos como Cara Delevingne, Ashley Benson ou Amber Heard. Estreia a 11.

Poder de sedução

A prova de que as aparências iludem é que por detrás da beleza imaculada e angelical de Anna Poliatova (Sasha Luss) se esconde uma impiedosa assassina ao serviço do KGB e sob as ordens de Olga (Helen Mirren). Anna, de Luc Besson, traz-nos outra faceta da emblemática Dame Helen Mirren que protagonizou A Rainha (filme que lhe valeu o Óscar) e que se movimenta num cenário criminoso e policial que não sendo o seu registo habitual, apesar do sucesso da série Principal Suspeito, quase parece um habitat natural. Estreia a 18.

Acasos mundanos

Distinguida com o prémio Sophia de melhor série com Madre Paula (2017), a realizadora Rita Nunes apresenta Linha Tortas, um filme sobre (des)encontros amorosos no mundo das redes sociais. É a história de Luísa (interpretada pela talentosa Joana Ribeiro), atriz, e de António (Américo Silva), escritor e jornalista, que, depois de se cruzarem no Twitter, iniciam uma relação virtual. Enamorados, decidem encontrar-se, mas António tem um acidente a caminho do encontro e deixa Luísa à espera. Esta odisseia comandada pelo acaso conta com o desempenho de, entre outros, Ana Padrão, Manuel Wiborg ou Maria Leite, aos quais se junta a locutora de rádio Inês Maria Meneses, numa participação especial. Estreou a 27 de junho.

Temporadas à vista

Inexplicavelmente misteriosa, a série Stranger Things conta a história da jovem Onze (Millie Bobby Brown), que está de volta desde 4 de julho para uma terceira temporada na Netflix. Também de regresso está a série que elevou as séries espanholas a um patamar de referência internacional. Falamos do grande assalto de La Casa de Papel, de Álex Pina, série aclamada pela crítica e pelo público, cuja terceira temporada estreia a 19. E como há ciclos que se têm de fechar, Orange Is the New Black aproxima-se da reta final com o divertido gangue prisional de mulheres liderado por Taylor Schilling a despedir-se do público a 26. 

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