Mundo

Assédio sexual no metro de Paris captado em vídeo

Dois vídeos filmados por mulheres no metro parisiense mostram os abusos que todas sofrem naquele transporte público, de masturbação a apalpões.
Por Sara Nascimento, 18.12.2018

França, tal como o mundo, continua a debater o assédio sexual  nas suas várias vertentes. Os dois vídeos em questão, filmados por mulheres, mostram momentos do seu dia a dia em que são claramente  assediadas e confrontadas com situações embaraçosas e sexuais. Publicados nas redes sociais, atingiram milhares de visualizações e têm vindo a circular por toda a internet.

O primeiro foi gravado em dezembro por uma mulher que ia sentada no metro e decidiu filmar o homem sentado à sua frente. Após movimentos que evidenciavam que o homem se estava a masturbar em pleno transporte público, este ainda aborda a rapariga dizendo que esta era "magnífica". A vítima partilhou o vídeo com o intuito de chamar a atenção para o problema e mostrar que esta é uma situação frequente no metro de Paris. A mulher incentiva ainda a rede de transportes a tomar medidas.

O segundo vídeo, gravado no mês passado, por uma outra mulher, aconteceu após esta ter sido assediada quando um homem lhe tocou nas nádegas. A rapariga decidiu filmar o agressor, sendo possível ver que o homem a perseguiu enquanto ela trocou de linha. É visível que mesmo sabendo que a vítima poderia estar a filmar e encontrando-se no meio de tanta gente, o homem manteve o comportamento de abuso. No entanto, graças à gravação, o sujeito terá sido identificado, detido e preso poucos dias depois.

Graças à partilha de vídeos de situações semelhantes, aumentou o debate nos meios de comunicação franceses sobre o assédio nas ruas e os inúmeros casos denunciados em apenas um ano.

Casos esses que este ano provocaram uma mudança legislativa em França, com repercussões que podem chegar a multas até €3 mil euros, por assédio sexual na rua. A lei contra a violência sexual foi aprovada por unanimidade pela Assembleia Nacional Francesa. "É uma luta cultural que temos de enfrentar todos juntos", frisou Marlène Schiappa, secretária de Estado da Igualdade do país.

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