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As lições a tirar do livro de Hillary Clinton sobre as eleições norte-americanas

No dia em que se assinala um ano desde as eleições norte-americanas, recuperamos o essencial do livro What Happened, onde Hillary Clinton conta como tudo aconteceu.
Por Rita Silva Avelar, 08.11.2017
No dia 8 de novembro de 2016 os Estados Unidos da América – e o mundo – mudaram para sempre. Hillary Clinton perdia as eleições e o cargo ficava à mercê do atual (e controverso) Presidente Donald Trump. É prática habitual um candidato escrever um livro pós-campanha eleitoral a relatar o processo, mas estamos a falar de uma mulher em particular: Hillary Clinton. What Happened acaba de chegar às livrarias americanas e já é motivo de debate pelo registo poderoso com que foi escrito. Nele, Clinton faz um retrato daquela que foi a política eleitoral por si liderada de uma forma crua, emocional e carregada de raiva (não se esperaria outra coisa que não aquilo que a maior parte do mundo, pelo menos, sentiu?).

Ao longo do livro, Clinton faz algumas revelações importantes. Destacamos cinco delas:
 
1. No discurso de concessão, logo depois de Trump ser eleito, o fato em tons violeta e preto que usou serviu para simbolizar união e confraternidade (também Bill Clinton usou violeta), mas Clinton tinha pensado usá-lo na primeira viagem a Washington para transmitir os mesmos valores. Revela também que, caso tivesse ganho, usaria branco no discurso de tomada de posse em honra das surfragistas – as mulheres que enfrentaram os seus limites na luta pela igualdade e pelo direito de voto feminino.

2. No dia em que soube que perdera, pela manhã começou a preparar o seu discurso e inspirou-se na poderosa carta aberta da sobrevivente do caso de violação Stanford, Emily Doe (um caso que remonta a 2015, sobre um ex-nadador de Stanford que abusou sexualmente de uma mulher inconsciente nesta universidade). Doe dizia: "És importante, de forma inquestionável, és intocável, és bonita, és alguém a quem dar valor, respeitada, incontestável, todos os minutos de todos os dias, tu és poderosa e ninguém te poderá retirar isso." 

3. Tal como já tinha revelado no livro anterior, Living History, o pai de Clinton sempre foi exigente com ela. No livro conta que, depois das eleições, recordou um jogo de infância que fazia com o pai em que lhe perguntava: "Continuarias a gostar de mim se…?" Clinton revela que o pai costumava dizer-lhe que continuaria a amá-la – apesar de não gostar – se ela roubasse um banco, por exemplo.

4. Emocionou-se com a performance de Kate McKinnon em Saturday Night Live, depois das eleições. "À medida que ela cantava, parecia-me que [a atriz] estava a lutar contra as lágrimas. A ouvi-la, também eu estava", escreve.

5. Acredita que Trump quer ser como Putin. Clinton acredita que a admiração de Donald Trump pelo Presidente russo, Putin, é doentia. "Ele não só admira o Putin mas parece querer ser ele, um líder autoritário que deita abaixo discordantes (da sua política), reprime minorias, prova desistências eleitorais, enfraquece a imprensa e acumula biliões para si mesmo", escreve.

What Happened, de Hillary Rodham Clinton (preço sob consulta), disponível, para já, em Amazon.com.
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