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As joias são eternas: 5 exposições com muito brilho

Símbolos de riqueza e documentos históricos, as joias são importantes formas de expressão artística. Neste outono, diferentes coleções de verdadeiros tesouros instalam-se em museus, em exposições únicas.
Por Carolina Carvalho, 16.10.2018

Segundo disse Richard Burton, "eu apresentei a Liz à cerveja e ela apresentou-me à Bulgari". O famoso love affair de Elizabeth Taylor com as joias da marca italiana começou em 1962, quando filmava o filme Cleópatra, e foi tão intenso como o seu amor pelo próprio Burton, coprotagonista neste filme e marido duas vezes na vida real. Ele ofereceu-lhe várias joias, entre elas o sautoir com uma grande safira azul, presente do 40.º aniversário celebrado pela diva, em 1972. Esta peça integra a exposição Bulgari. Tribute to Femininity. Magnificent Roman Jewels, patente em Moscovo de 7 de setembro a 13 de janeiro de 2019. Esta retrospetiva da casa joalheira divide-se em dois espaços nos Museus do Kremlin – as salas de exposição do Campanário Assumption e do Patriarch’s Palace ? e conta com 400 peças de Alta-Joalharia provenientes da coleção Heritage da marca e de coleções privadas.

Em Washington, o Museu Hillwood apresenta a exposição Fabergé Rediscovered até 13 de janeiro. Esta casa-museu era, desde 1955, a residência na capital americana da herdeira do império Post, a empresária e colecionadora de arte Marjorie Merriweather Post. O seu terceiro marido foi embaixador na União Soviética, facto que a levou a viver na Rússia durante a década de 1930, onde começou uma coleção com mais de 5 mil objetos russos, entre os quais cerca de 90 peças Fabergé e alguns dos icónicos ovos do joalheiro dos Czares. É este o espólio que compõe a exposição, na qual foram incluídas algumas peças do museu.

Para uma abordagem à joalharia mais contemporânea há duas exposições que importa mencionar. O Kunstgewerbemuseum (Museu das Artes Decorativas) de Berlim abre a 13 de outubro a exposição Bijoux-Bijoux! Costume Jewellery from Chanel to Dior. A mostra reúne cerca de 500 peças da coleção privada de Gisela Wiegert que contam a história da bijutaria de moda entre 1930 e 2007.

O Victoria & Albert Museum, em Londres, apresenta, até 7 de janeiro, Visual Feast, uma exposição de peças de Silvia Weidenbach, uma designer de joias que faz da arte da combinação entre as técnicas tradicionais de ourivesaria e a impressão 3D a chave do seu sucesso.

E, para compreender melhor a origem do fascínio pela joalharia, a exposição Jewelry – The Body Transformed inaugura no Metropolitan Museum, em Nova Iorque, a 12 de novembro, prolongando-se até 24 de fevereiro. A mostra junta 230 peças da coleção do museu acompanhadas por esculturas, pinturas e fotografias que ajudam a entender o que é a joalharia, qual o seu significado e, afinal, porque é que é usada.

As joias de Maria Antonieta vão a leilão

 

No próximo dia 12 de novembro todos os olhares de colecionadores de joias e amantes da realeza vão estar direcionados para Genebra. O leilão Royal Jewels from the Bourbon-Parma Family,da Sotheby’s, vai colocar à venda dez joias desta família nobre, com laços de sangue com as mais importantes famílias reinantes da Europa. Entre as peças que vão a leilão, encontram-se joias que pertenceram à rainha Maria Antonieta, algumas das quais já não eram vistas em público há mais de 200 anos. Antes do leilão, a coleção vai estar em exposição em sete cidades, entre elas Munique (17 e 18 de outubro), Dubai (7 a 9 de outubro), Nova Iorque (12 a 16 de outubro) e Londres (20 a 22 de outubro).

Tags: exposição museu moda joias joalharia bulgari kremlin nova iorque fabergé sotheby's história
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