Culturas

Alicia Keys lança disco e autobiografia

Ao mesmo tempo que lança o novo disco Alicia, a cantora nova-iorquina publica a autobiografia More Myself: A Journey, pela novíssima editora de Oprah Winfrey.
Por Rita Silva Avelar, 28.04.2020

Sem filtros, maquilhagem ou "camadas" supérfluas. E, sobretudo, sem ceder às múltiplas pressões que sofreu para emagrecer ou para sexualizar a sua imagem. Não foi exatamente assim que Alicia Keys (Nova Iorque, 1981) se deu a conhecer ao mundo, aos 20 anos, mas é assim que é hoje, agora perto dos 40. Como destaca a revista Style do jornal The Sunday Times, numa entrevista recente à cantora, Alicia redefiniu o significado de estrela da pop e de R&B ao revelar, desde sempre, uma atitude vincadamente positiva e resoluta, a par de um timbre autêntico, vibrante e sonante.

Uma mulher à frente do seu tempo (e veja-se que é um tempo de velozes mudanças) e antes de movimentos associados à positividade do corpo natural inundarem as redes sociais e levarem celebridades a anunciar o fim do uso de maquilhagem com #nomakeup selfies, já Alicia havia decidido deixar de camuflar o rosto. É apenas um exemplo. O mesmo vale para as suas formas naturais e sempre assumidas com nível e naturalidade. Filha única, Alicia Keys cresceu no criativo bairro nova-iorquino de Hell’s Kitchen e em criança teve aulas de piano profissionais. Aos 12 anos compunha pela primeira vez e aos 13 foi descoberta por aquele que seria o seu primeiro agente, Jeff Robinson, quando tocava com uma banda no Harlem. É mãe de Egypt e de Genesis, filhos do produtor e DJ Kasseem Dean (Swizz Beat), com quem casou em 2010.

Um sucesso entre a crítica, o disco de estreia Songs in A Minor (de 2001) vendeu 12 milhões de exemplares e foi bem recebido pela crítica e pelo público (o single de estreia, Fallin, esteve 34 semanas na famosa Billboard’s Hot 100). Nessa altura, a revista Rolling Stone comparava-a, sem reservas, a Aretha Franklin. Passaram-se duas décadas e a rapariga nova-iorquina de 20 anos que gravou parte do seu disco de estreia no quarto, somou, desde a sua chegada à indústria, 15 Grammys e vendeu 65 milhões de discos, entre outras conquistas. Não é de estranhar que o mundo fique em suspenso quando a voz que enche salas de concerto com estrondosos singles como No One, You Don’t Know My Name ou Empire State of Mind anuncia um novo disco.

É o caso. Chamar-se Alicia só pode ser um bom presságio para um sétimo disco de estúdio que, premeditadamente ou não, chega ao mesmo tempo que a sua autobiografia More Myself: A Journey (lançada a 31 de março), publicada pela An Oprah Book, a novíssima editora de Oprah Winfrey. Nela, Alicia conta, a par do contexto profissional, o seu crescimento pessoal e a mudança que a levou a ser "mais ela" sem os ditos filtros. O álbum, que foi anunciado na sua conta de Instagram, foi antecipado com o single Underdogs e saiu a 20 de março. 

Tags: the sunday times nova iorque alicia keys style música artes disco
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