Moda

12 exposições de moda que marcam 2019

Criadores de moda, princesas, fotógrafos, pintura, história e até ensaios literários. Há muito tempo que a entrada da moda entrou nos museus se revelou um sucesso. Selecionamos 12 exposições de moda que vão dar que falar em 2019.
Por Carolina Carvalho, 23.05.2019

1 - Thierry Mugler, Couturissime

"Não há futuro sem um passado, por isso eu espero que esta exposição inspire os visitantes para um novo futuro criativo", disse Thierry Mugler sobre a exposição que o Montreal Museum of Fine Arts lhe dedica. Thierry Mugler, Couturissime é como uma ópera em seis atos, com 150 conjuntos de roupa entre 1997 e 2014, muitos restaurados e expostos pela primeira vez, além de acessórios, vídeos e desenhos nunca publicados. Nesta mostra, 16 figurinos que o criador fez para a peça La Tragédie de Macbeth, vão ser vistos pela primeira vez desde a produção da Comédie-Française em 1985, no Festival d’Avignon. A exuberância e criatividade de Mugler levaram a trabalhos com inúmeros fotógrafos e artistas, entre eles Helmut Newton, e a exposição dedica uma galeria à colaboração entre o criador e este fotógrafo.

Mugler (Estrasburgo, 1948) foi costureiro e revolucionou a Alta Costura com materiais inesperados na época como metal, látex e pele falsa, vidro, plexiglass, vinil. As colecções de Mugler juntavam fantasia com ficção científica e foi o primeiro a fazer dos desfiles de moda um espectáculo numa altura em que as supermodelos eram protagonistas. Foi de tal forma revolucionário nas décadas de 1980 e 90 que o seu trabalho tem tanto de criação de moda como de património de moda e continua relevante, como provam as criações usadas, recentemente, por Lady Gaga e o guarda-roupa da world tour I am… de Beyoncé, em 2009. Desde 2002 adotou o nome Manfred Thuierry Mugler e afastou-se da moda para se dedicar a outros projetos. A exposição Thierry Mugler Couturissime está patente no Montreal Museum of Fine Arts (Canadá) até 8 de setembro. Depois irá para Roterdão e, em 2020, para Munique.

Thierry Mugler, Couturissime

Onde? Montreal Museum of Arts, Montreal (Canadá)

Quando? De 2 de março a 8 de setembro.

2 - Grace de Mónaco, Princesse en Dior

Grace Kelly foi a protagonista de um dos contos de fadas reais mais contados do século XX. Atriz de cinema premiada e musa de Hitchcock, tinha a carreira em ascensão quando se apaixonou pelo príncipe Rainier do Mónaco e se tornou a princesa do principado no primeiro casamento real a ser um fenómeno de audiência mundial. A beleza, elegância e bom gosto de Grace tornaram-na um dos ícones de moda mais inspiradores de sempre e o Museu Christian Dior em Granville, que é a casa de infância do criador na zona da Normania, presta-lhe homenagem do ano em que se celebra o 90º aniversário do seu nascimento com a exposição Grace de Mónaco, Princesse en Dior, entre 27 de abril e 17 de novembro.

Grace Kelly com Alfred Hitchcock e James Stewart na estreia do file Janela Indiscreta, em 1954. Grace usa o vestido Caracas, Christian Dior – coleção New York, primavera/verão 1954.
© The Kobal Collection/Aurimages
Christian Dior por Marc Bohan. Vestido de noite longo em jersey de seda branco decorado com penas de avestruz, outono/inverno 1968 Alta Costura. Coleção do Palais Princier de Monaco.
© Laziz Hamani
Grace do Monaco num espetáculo Royal Variety Charity no Royal Festival Hall, em Londres, 1970.
© Bettmann/Getty Images
Christian Dior por Marc Bohan. Vestido em seda azul bordado com lã e ráfia, primavera/verão 1967 Alta Costura. Coleção do Palais Princier de Monaco.
© Laziz Hamani
Grace do Mónaco, por volta de 1967.
© Photo 12/Picture Alliance
Sophia Loren, Carlo Ponti, e a princesa Grace do Mónaco no baile de máscares “Dîner de Têtes” no Mónaco, Em março de 1969.
© Rue des Archives/AGIP
Christian Dior por Marc Bohan. Vestido longo em jersey coral com bordado dourado, outono/inverno 1968 Alta Costura. Coleção do Palais princier de Mónaco.
© Laziz Hamani
Christian Dior por Marc Bohan. Vestido em musseline com panne velvet verde, decorado com penas de avestruz, outono/inverno 1971 Alta Costura. Coleção do Palais princier de Mónaco.
© Laziz Hamani
Grace do Mónaco nu jantar de gala no Mónaco, agosto de 1968.
© Keystone-France/Gamma-Rapho
Um frasco de Miss Dior, decorado com o monograma do príncipe Rainier III’s (na caixa) e o monograma da coroa do Mónaco (na tampa). Esta edição excecional é um dos raros exemplos de frascos assinados pela Christian Dior Parfums e oferecidos como presente  grandes cortes europeias durante a década de 1960. Coleção Christian Dior Parfums.
© Christian Dior Parfums
Desenhos de Christian Dior para o vestido Monte-Carlo, primavera/verão 1956 Alta Costura, silhueta Flèche.
© Dior
Novembro de 1967, Grace do Mónaco abre a loja Baby Dior no número 28 da Avenue Montaigne, em Paris.
© Rue des Archives/AGIP
Grace Kelly com Alfred Hitchcock e James Stewart na estreia do file Janela Indiscreta, em 1954. Grace usa o vestido Caracas, Christian Dior – coleção New York, primavera/verão 1954.
Christian Dior por Marc Bohan. Vestido de noite longo em jersey de seda branco decorado com penas de avestruz, outono/inverno 1968 Alta Costura. Coleção do Palais Princier de Monaco.
Grace do Monaco num espetáculo Royal Variety Charity no Royal Festival Hall, em Londres, 1970.
Christian Dior por Marc Bohan. Vestido em seda azul bordado com lã e ráfia, primavera/verão 1967 Alta Costura. Coleção do Palais Princier de Monaco.
Grace do Mónaco, por volta de 1967.
Sophia Loren, Carlo Ponti, e a princesa Grace do Mónaco no baile de máscares “Dîner de Têtes” no Mónaco, Em março de 1969.
Christian Dior por Marc Bohan. Vestido longo em jersey coral com bordado dourado, outono/inverno 1968 Alta Costura. Coleção do Palais princier de Mónaco.
Christian Dior por Marc Bohan. Vestido em musseline com panne velvet verde, decorado com penas de avestruz, outono/inverno 1971 Alta Costura. Coleção do Palais princier de Mónaco.
Grace do Mónaco nu jantar de gala no Mónaco, agosto de 1968.
Um frasco de Miss Dior, decorado com o monograma do príncipe Rainier III’s (na caixa) e o monograma da coroa do Mónaco (na tampa). Esta edição excecional é um dos raros exemplos de frascos assinados pela Christian Dior Parfums e oferecidos como presente  grandes cortes europeias durante a década de 1960. Coleção Christian Dior Parfums.
Desenhos de Christian Dior para o vestido Monte-Carlo, primavera/verão 1956 Alta Costura, silhueta Flèche.
Novembro de 1967, Grace do Mónaco abre a loja Baby Dior no número 28 da Avenue Montaigne, em Paris.
Grace Kelly com Alfred Hitchcock e James Stewart na estreia do file Janela Indiscreta, em 1954. Grace usa o vestido Caracas, Christian Dior – coleção New York, primavera/verão 1954.
Exposição Grace de Mónaco, Princesse en Dior, no Museu Dior Granville

Desde o baile no hotel Waldorf-Astoria para celebrar o noivado, em que usou um vestido branco Dior, e relação com a marca foi-se estreitando e a princesa foi mesmo cortar a fita na inauguração da primeira loja Baby Dior em Paris, em 1967. A exposição mostra dois lados da princesa: o de figura pública e o de mulher moderna. Para tal conta com 85 vestidos Alta Costura da princesa até agora preservados no Palácio do Mónaco, bem como retratos, fotografias, reportagens, excertos de filmes, desenhos, frascos de perfume e até cartas trocadas entre a princesa e a maison.
Grace de Mónaco, Princesse en Dior

Onde? Museu Christian Dior Granville, Normandia

Quando? De 27 de abril a 17 de Novembro

 

3 - Mary Quant

Quando Mary Quant recebeu a distinção real Order of the British Empire (OBE) no Palácio de Buckingham em 1966 usou, claro, minissaia. Afinal, a criadora de moda (agora com 89 anos) ficou famosa, não só por popularizar esta peça, mas também por outras revoluções da moda que caracterizaram a década de 1960. Viria a receber também o título de Dama em 2015 e agora o Museu Victoria & Albert, em Londres, reúne mais de 200 peças de vestuário e acessórios, entre elas algumas do arquivo pessoal da criadora e nunca antes vistas, na exposição retrospetiva Mary Quant. A mostra foca-se nos anos entre 1955 e 1975 e está aberta até 2020.

Mary Quant a escolher tecidos, 1967.
© Rolls Press/Popperfoto/Getty Images
O autocarro Mary Quant Beauty, 1971.
© INTERFOTO Alamy Stock Photo
Modelo com a carteira Bazaar, 1959.
© Mary Quant Archive
Mary Quant, fotografia de Ronald Dumont, 1967.
© adoc-photos/Corbis Premium Historical/Getty Images
Mary Quant com modelos no lançamento da coleção Quant Afoot, 1967.
© PA Prints 2008
Kellie Wilson com um vestido Mary Quant, Ginger Group. Fotografia de Gunnar Larsen, 1966.
© Gunnar Larsen
Mary Quant a escolher tecidos, 1967.
O autocarro Mary Quant Beauty, 1971.
Modelo com a carteira Bazaar, 1959.
Mary Quant, fotografia de Ronald Dumont, 1967.
Mary Quant com modelos no lançamento da coleção Quant Afoot, 1967.
Kellie Wilson com um vestido Mary Quant, Ginger Group. Fotografia de Gunnar Larsen, 1966.
Mary Quant a escolher tecidos, 1967.
Exposição Mary Quant no Victoria & Albert Museum

Mary Quant

Onde? Victoria & Albert Museum, Londres

Quando? De 6 de abril a 16 de fevereiro (2020)

4- Camp: Notes on fashion

A Gala do Metropolitan Museum é uma das maiores e mais concorridas festas do ano, acontece na primeira segunda-feira do mês de maio e o dress code segue o tema da exposição anual de moda do Costume Institute. O nome da exposição deste ano é Camp: Notes on Fashion e pode ser visitada entre 9 de maio e 8 de setembro. Com base no ensaio de Susan Sontag, Notes on Camp, de 1964, o tema desta mostra é difícil de explicar por isso o próprio museu fez um pequeno vídeo (em baixo) a desconstruir a complexidade do conceito "Camp", que parece ter a sua origem em séculos passados e estar em constante redefinição. Quanto à exposição, a selecção de peças envolve natureza, humor e muita extravagância em mais de 250 objetos, entre eles roupa de mulher e homem, e também diferentes obras de arte criadas entre o século XVII e a atualidade.

Look de Jeremy Scott para a House of Moschino, primavera/verão 2018. Imagem do Metropolitan Museum of Art.
© Johnny Dufort, 2019
Look de Bertrand Guyon para a House of Schiaparelli outono/inverno 2018–19 Alta Costura.  Imagem do Metropolitan Museum of Art.
© Johnny Dufort, 2019
Looks de Marc Jacobs, primavera/verão 2016. Imagem do Metropolitan Museum of Art.
© Johnny Dufort, 2018
Look de Jun Takahashi, outono/inverno 2017–18. Imagem do Metropolitan Museum of Art.
© Johnny Dufort, 2019
Vestido de Franco Moschino, outono/inverno 1989. Imagem do Metropolitan Museum of Art.
© Johnny Dufort, 2018
Vestiod de noiva de Alejandro Gómez Palomo para Palomo Spain, primavera/ verão 2018. Imagem do Metropolitan Museum of Art.
© Johnny Dufort, 2019
Vestidos
© Johnny Dufort, 2018
Casaco de Jean-Charles de Castelbajac outono/inverno 1988–89. Imagem do Metropolitan Museum of Art.
© Johnny Dufort, 2018
Look de Virgil Abloh para Off-White c/o Virgil Abloh, pre-fall 2018. Imagem do Metropolitan Museum of Art.
© ohnny Dufort, 2018
Looks de Thom Browne, primavera/verão 2017. Imagem do Metropolitan Museum of Art.
© Johnny Dufort, 2018
Look de Alessandro Michele para Gucci, outono/inverno 2016–17. Imagem do Metropolitan Museum of Art.
© Johnny Dufort, 2018
Vestido de Jeremy Scott para a House of Moschino, primavera/verão 2017. Imagem do Metropolitan Museum of Art.
© Johnny Dufort, 2019
Camisa de Franco Moschino para a House of Moschino, primavera/verão 1991. Imagem do Metropolitan Museum of Art.
© Johnny Dufort, 2018
Look de Jeremy Scott para a House of Moschino, primavera/verão 2018. Imagem do Metropolitan Museum of Art.
Look de Bertrand Guyon para a House of Schiaparelli outono/inverno 2018–19 Alta Costura.  Imagem do Metropolitan Museum of Art.
Looks de Marc Jacobs, primavera/verão 2016. Imagem do Metropolitan Museum of Art.
Look de Jun Takahashi, outono/inverno 2017–18. Imagem do Metropolitan Museum of Art.
Vestido de Franco Moschino, outono/inverno 1989. Imagem do Metropolitan Museum of Art.
Vestiod de noiva de Alejandro Gómez Palomo para Palomo Spain, primavera/ verão 2018. Imagem do Metropolitan Museum of Art.
Vestidos
Casaco de Jean-Charles de Castelbajac outono/inverno 1988–89. Imagem do Metropolitan Museum of Art.
Look de Virgil Abloh para Off-White c/o Virgil Abloh, pre-fall 2018. Imagem do Metropolitan Museum of Art.
Looks de Thom Browne, primavera/verão 2017. Imagem do Metropolitan Museum of Art.
Look de Alessandro Michele para Gucci, outono/inverno 2016–17. Imagem do Metropolitan Museum of Art.
Vestido de Jeremy Scott para a House of Moschino, primavera/verão 2017. Imagem do Metropolitan Museum of Art.
Camisa de Franco Moschino para a House of Moschino, primavera/verão 1991. Imagem do Metropolitan Museum of Art.
Look de Jeremy Scott para a House of Moschino, primavera/verão 2018. Imagem do Metropolitan Museum of Art.
Exposição Camp: Notes on Fashion, no Costume Institute

Camp: Notes on fashion

Onde? Costume Institute, Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque

Quando? De 9 de maio a 8 de setembro

5 - Dior, Designer of Dreams

A mitologia da moda tem um Olimpo recheado de nomes que adoramos e Christian Dior tem um lugar de honra entre criativos e revolucionários que definiram a teoria e a prática da arte de bem vestir. Em 1947, o primeiro desfile de Dior bastou para este criador tímido, que se lançava na moda em nome próprio já depois dos 40 anos, ficar na história com a criação do New Look e os créditos de virar a página de austeridade que a II Guerra Mundial impôs. Depois do fundador da marca ter escrito e costurado durante uma década de atividade (1947-1957) os princípios básicos de uma espécie de Constituição Dior, seguiram-se cinco homens (Yves Saint Laurent, Marc Bohan, Gianfranco Ferré, John Galliano e Raf Simons) e uma mulher (Maria Grazia Chiuri) que a adaptaram às suas épocas.

Christian Dior com a modelo Sylvie, por volta de 1948. Exposição Christian Dior: Designer of Dreams no V&A de 2 de feveiro a 14 de julho de 2019.
© Courtesy of Christian Dior
A princesa Margarida, com a duquesa de Marlborough, oferece a Christian Diorum pergaminho entitulando-o Honorary Life Membership of the British Red Cross, depois da apresentação da coleção de inverno do criador no palácio de Blenheim, a 3 de novembro de 1954. Exposição Christian Dior: Designer of Dreams no V&A de 2 de feveiro a 14 de julho de 2019.
© Popperfoto, Getty Images
Christian Dior com a modelo Lucky, por volta de 1955. Exposição Christian Dior: Designer of Dreams no V&A de 2 de feveiro a 14 de julho de 2019.
© Courtesy of Christian Dior
Casaco de Raf Simons para Christian Dior, Alta Costura outono/inverno 2012, coleção Dior Héritage, Paris. Exposição Christian Dior: Designer of Dreams no V&A de 2 de feveiro a 14 de julho de 2019.
© Laziz Hamani
Vestido de Maria Grazia Chiuri para Christian Dior, Alta Costura primavera/verão 2018, coleção Dior Héritage, Paris. Exposição Christian Dior: Designer of Dreams no V&A de 2 de feveiro a 14 de julho de 2019.
© Laziz Hamani
Vestido J’adore, de John Galliano para Christian Dior, Alta Costura 2008 (por encomenda), coleção Christian Dior Parfums, Paris. Exposição Christian Dior: Designer of Dreams no V&A de 2 de feveiro a 14 de julho de 2019.
© Laziz Hamani
Frasco em cristal Baccarat desenhado por Christian Dior para o perfume Diorissimo, 1956, coleção Chrisitian Dior Parfums. Exposição Christian Dior: Designer of Dreams no V&A de 2 de feveiro a 14 de julho de 2019.
© Laziz Hamani
Christian Dior com a modelo Sylvie, por volta de 1948. Exposição Christian Dior: Designer of Dreams no V&A de 2 de feveiro a 14 de julho de 2019.
A princesa Margarida, com a duquesa de Marlborough, oferece a Christian Diorum pergaminho entitulando-o Honorary Life Membership of the British Red Cross, depois da apresentação da coleção de inverno do criador no palácio de Blenheim, a 3 de novembro de 1954. Exposição Christian Dior: Designer of Dreams no V&A de 2 de feveiro a 14 de julho de 2019.
Christian Dior com a modelo Lucky, por volta de 1955. Exposição Christian Dior: Designer of Dreams no V&A de 2 de feveiro a 14 de julho de 2019.
Casaco de Raf Simons para Christian Dior, Alta Costura outono/inverno 2012, coleção Dior Héritage, Paris. Exposição Christian Dior: Designer of Dreams no V&A de 2 de feveiro a 14 de julho de 2019.
Vestido de Maria Grazia Chiuri para Christian Dior, Alta Costura primavera/verão 2018, coleção Dior Héritage, Paris. Exposição Christian Dior: Designer of Dreams no V&A de 2 de feveiro a 14 de julho de 2019.
Vestido J’adore, de John Galliano para Christian Dior, Alta Costura 2008 (por encomenda), coleção Christian Dior Parfums, Paris. Exposição Christian Dior: Designer of Dreams no V&A de 2 de feveiro a 14 de julho de 2019.
Frasco em cristal Baccarat desenhado por Christian Dior para o perfume Diorissimo, 1956, coleção Chrisitian Dior Parfums. Exposição Christian Dior: Designer of Dreams no V&A de 2 de feveiro a 14 de julho de 2019.
Exposição Dior, Designer of Dreams, no Victoria & Albert Museum


Esta história anda a ser escrita há mais de sete décadas e a grandiosa exposição retrospetiva que celebrou os 70 anos da maison Dior no Museu das Artes Decorativas, em Paris, viaja agora para Londres, onde se desdobra em 11 capítulos, um deles dedicado à relação do criador francês com o Reino Unido. Mais de 500 peças, entre elas 200 vestidos de Alta-Costura, convidam a uma viagem pelo universo Dior em que se cruzam celebridades e princesas (o vestido do 21.º aniversário da princesa Margarida é uma das peças em destaque), assim como a moda e a beleza (como o vestido que John Galliano criou para Charlize Theron usar numa campanha do perfume J’adore). Christian Dior: Designer of Dreams pode ser visitada entre 2 de fevereiro e 14 de julho no Victoria & Albert Museum.

Dior , Designer of Dreams

Onde? Victoria & Albert Museum, Londres

Quando? De 2 de fevereiro a 1 de setembro

6 - Museu Yves Saint Laurent Paris – New Display for the Collections

A exposição deste ano no Museu Yves Saint Laurent, em Paris, vai contar com cerca de 50 criações de Alta Costura espalhadas por todo o espaço de exposições do museu. Além dos vários temas que o criador trabalhou durante a sua carreira, nesta mostraestarão em destaque duas criações: os vestidos Mondrian (outono/inverno 1965) e os vestidos feitos em colaboração com o artista Claude Lalanne (outono/inverno 1969). No caso da coleção de 1965, a exposição explora a influência que têm tido desde então as criações Mondrian. Os vestidos com a reprodução das telas do pintor holandês Piet Mondrian fruam verdadeiramente revolucionárias e um sucesso na época, especialmente nos Estados Unidos da América, e até ajudaram a popularizar. No caso da coleção de 1969 a escultora Claude Lalanne fez moldes do peito e da barriga da modelo Veruschka que funcionaram como uma armadura em cobre com a forma do corpo aplicadas em vestidos vaporosos. A colaboração com Yves Saint Laurent continuou até 1983 com a criação de joias esculpidas.

Vestido de noiva «Modèle de Botticelli» na modelo Sylvie Guégen. Coleção Alta Costura outono/inverno 1989.
Vestido desfilado pela modelo Claire Calladine. Coleção Alta Costura outono/inverno 1987.
Vestido de nouva da coleção Alta Costura outono/inverno 1965.
Vestidos de homenagem a Serge Poliakoff. Coleçaõ Alta Costura 1965.
Smoking na modelo Sabrina. Coleção de ALta Costura outono/inverno 2000. Hotel Inter-Continental, Paris, julho 2000.
© Yves Saint Laurent/Guy Marineau
Museu Yves Saint Laurent Paris, 5 Avenue Marceau.
© Sophie Carre
Vestidos de noiva com peças esculpidas por Claude Lalanne. Coleção Alta Costura outono/inverno 1969.
© Yves Saint Laurent/Alexandre Guirkinger
Vestidos de noiva com peças esculpidas por Claude Lalanne. Coleção Alta Costura outono/inverno 1969.
© Yves Saint Laurent/Alexandre Guirkinger
Desenho do vestido de noiva da coelção Alta Costura outono/inverno 1965.
© Yves Saint Laurent
Vestidos de cocktail homenagem a Serge Poliakoff e Piet Mondrian.Coleção Alta Costura outono/inverno 1965.
© Yves Saint Laurent/Sophie Carre
Painel da coleção outono/inverno 1965.
© Yves Saint Laurent
Três vestidos de cocktail homenagem a Piet Mondrian.
© Yves Saint Laurent/Eric Koch - Nationaal Archief
Vestido de noiva «Modèle de Botticelli» na modelo Sylvie Guégen. Coleção Alta Costura outono/inverno 1989.
Vestido desfilado pela modelo Claire Calladine. Coleção Alta Costura outono/inverno 1987.
Vestido de nouva da coleção Alta Costura outono/inverno 1965.
Vestidos de homenagem a Serge Poliakoff. Coleçaõ Alta Costura 1965.
Smoking na modelo Sabrina. Coleção de ALta Costura outono/inverno 2000. Hotel Inter-Continental, Paris, julho 2000.
Museu Yves Saint Laurent Paris, 5 Avenue Marceau.
Vestidos de noiva com peças esculpidas por Claude Lalanne. Coleção Alta Costura outono/inverno 1969.
Vestidos de noiva com peças esculpidas por Claude Lalanne. Coleção Alta Costura outono/inverno 1969.
Desenho do vestido de noiva da coelção Alta Costura outono/inverno 1965.
Vestidos de cocktail homenagem a Serge Poliakoff e Piet Mondrian.Coleção Alta Costura outono/inverno 1965.
Painel da coleção outono/inverno 1965.
Três vestidos de cocktail homenagem a Piet Mondrian.
Vestido de noiva «Modèle de Botticelli» na modelo Sylvie Guégen. Coleção Alta Costura outono/inverno 1989.
Exposição Museu Yves Saint Laurent Paris – New Display for the Collections, em Paris

Para esta exposição o museu vai renovar as outras obras expostas. Por exemplo, a secção de designs icónicos da carreira de Yves Saint Laurent, que vai ser aumentada, assim como vai ser criada uma nova secção, dedicada à fotografia de desfile com 15 obras do fotógrafo Claus Ohm.

Museu Yves Saint Laurent - Nouvelle présentation des collections

Onde? Musée Yves Saint Laurent, Paris

Quando? De 12 de fevereiro a 31 de dezembro

 

7 - Balenciaga e a pintura espanhola

A força que o nome Balenciaga tem hoje no universo da moda remonta ao tempo do seu fundador. Cristobal Balenciaga foi um costureiro espanhol que se tornou um dos ícones da era dourada da Alta Costura (meados do século XX) em Paris e uma referência para outros criadores que com ele aprenderam, como por exemplo Hubert de Givenchy. O Museu Thyssen-Bornemisza, em Madrid, presta homenagem ao criador de moda com a exposição Balenciaga e a Pintura Espanhola, pondo as suas criações em diálogo com a tradição da pintura espanhola entre os séculos XVI e XX.

Vestido bordado que pertenceu a Mona Bismarck, 1963.
© Museo Cristobal Balenciaga/Outumuro
A rainha Maria Luisa, 1789, Goya.
© Museo Nacional del Prado, Madrid
© Museo Cristobal Balenciaga/Outumuro
A bailarina Josefa Vargas, 1850, Antonia Maria Suarez e Urbina.
© Coleção Duques de Alba. Palácio de las Dueñas, Sevilha.
© Museo Cristobal Balenciaga/Outumuro
A Anunciação, 1576, El Greco.
© Museu Naciuonal Thysse-Bornemisza, Madrid
Vestido bordado que pertenceu a Mona Bismarck, 1963.
A rainha Maria Luisa, 1789, Goya.
A bailarina Josefa Vargas, 1850, Antonia Maria Suarez e Urbina.
A Anunciação, 1576, El Greco.
Vestido bordado que pertenceu a Mona Bismarck, 1963.
Exposição Balenciaga e a Pintura Espanhola, no Museu Thyssen, em Madrid

A exposição é comissariada por Eloy Martinez de la Pera e reúne uma seleção de vestidos vindos do Museo Balenciaga de Guetaria, do Museu do Traje de Madrid, do Museu del Disseny de Barcelona e de colecções privadas, assim como quadros emprestados pelo Museu do Prado e pelo Miseu de Bellas Artes de Bilbao por coleccionadores privados. Para visitar entre 18 de junho e 22 de Setembro na capital espanhola.

Balenciaga e a pintura espanhola

Onde? Museu Thyssen, Madrid

Quando? De 18 de junho a 22 de setembro

8 - Back side – Fashion From Behind

O Palais Galiera já habituou o público ao papel de museu de moda de Paris, mas enquanto está fechado, cabe ao Museu Bourdelle (também em Paris) receber a exposição deste ano: Back Side – Fashion From Behind. Esta mostra foca-se na parte de trás das peças, numa altura em que a sociedade vive obcecada por rostos. As costas podem estar longe da vista e do tacto, mas na moda nunca são descuradas. A mostra conta com peças de roupa e acessórios da coleção do Palais Galiera, num total de mais de 100 peças do século XVIII até ao presente, e ainda uma selecção de extractos de filmes e fotografias. A exposição está aberta entre 5 de julho a 17 de novembro e é também uma oportunidade para visitar o museu Bourdelle.


Back side – Fashion From Behind

Onde? Museu Bourdelle, Parispalais

Quando? De 5 de julho a 17 de novembro

 

9 – Tim Walker

Tim Walker é um dos fotógrafos mais criativos da atualidade e as produções de moda com a sua assinatura parecem transportar o público para outros mundos, assim como faz das modelos e celebridades que retrata personagens únicas e inesperadas. O Museu Victoria & Albert abre a 21 de setembro a exposição Tim Walker que celebra a obra do fotógrafo e que conta com uma nova série de fotografias influenciadas pelas coleções do museu. Além disto os visitantes podem ainda embarcar numa viagem pelo processo criativo e pelos mundos imaginários de Walker através de fotografias, filmes, cenários e instalações especiais. A exposição foi desenhada pela directora de arte e cenógrafa britânica Shona Heath, que já trabalhou com Tim Walker.

Tim Walker

Onde? Victoria & Albert Museum, Londres

Quando? De 21 de setembro a 8 de março de 2020

 

10 - Azzedine Alaïa Collector, Adrian and Alaïa, The art of Tailoring

A galeria da Associação Azzedine Alaïa, no bairro do Marais em Paris, organizou um encontro de génios. A exposição Azzedine Alaïa Collector, Adrian and Alaïa, The art of Tailoring põe em diálogo dois criadores de moda de eras e origens diferentes através de fatos, com os seus tecidos e cortes. Azzedine Alaïa (Tunes, 1940 – Paris, 2017) chegou a Paris na década de 1960 e tornou-se um criador com uma assinatura única. Tirou partido da gym fever e do culto do corpo dos anos 80, bom como da descoberta de novos materiais para a roupa desportiva, e criou peças de roupa esculturais, que combinavam sensualidade com savoir-faire. Assim se vê nas roupas criadas para Grace Jones quando foi Bond Girl em 007 - Alvo em Movimento (1985) e para Tina Turner subir ao palco nos seus concertos. O criador tunisino era também, colecionador de arte, design e moda e tinha peças de Adrian na sua coleção.

Interior da exposição Azzedine Alaïa Collector, Adrian and Alaïa, The art of Tailoring, em Paris.
Interior da exposição Azzedine Alaïa Collector, Adrian and Alaïa, The art of Tailoring, em Paris.
Interior da exposição Azzedine Alaïa Collector, Adrian and Alaïa, The art of Tailoring, em Paris.
Interior da exposição Azzedine Alaïa Collector, Adrian and Alaïa, The art of Tailoring, em Paris.
Casaco de Azzedine Alaïa. Interior da exposição Azzedine Alaïa Collector, Adrian and Alaïa, The art of Tailoring, em Paris.
Interior da exposição Azzedine Alaïa Collector, Adrian and Alaïa, The art of Tailoring, em Paris.
Look da exposição Azzedine Alaïa Collector, Adrian and Alaïa, The art of Tailoring, em Paris.
Look da exposição Azzedine Alaïa Collector, Adrian and Alaïa, The art of Tailoring, em Paris.
Look da exposição Azzedine Alaïa Collector, Adrian and Alaïa, The art of Tailoring, em Paris.
Azzedine Alaïa.
Interior da exposição Azzedine Alaïa Collector, Adrian and Alaïa, The art of Tailoring, em Paris.
Interior da exposição Azzedine Alaïa Collector, Adrian and Alaïa, The art of Tailoring, em Paris.
Interior da exposição Azzedine Alaïa Collector, Adrian and Alaïa, The art of Tailoring, em Paris.
Interior da exposição Azzedine Alaïa Collector, Adrian and Alaïa, The art of Tailoring, em Paris.
Casaco de Azzedine Alaïa. Interior da exposição Azzedine Alaïa Collector, Adrian and Alaïa, The art of Tailoring, em Paris.
Interior da exposição Azzedine Alaïa Collector, Adrian and Alaïa, The art of Tailoring, em Paris.
Look da exposição Azzedine Alaïa Collector, Adrian and Alaïa, The art of Tailoring, em Paris.
Look da exposição Azzedine Alaïa Collector, Adrian and Alaïa, The art of Tailoring, em Paris.
Look da exposição Azzedine Alaïa Collector, Adrian and Alaïa, The art of Tailoring, em Paris.
Azzedine Alaïa.
Interior da exposição Azzedine Alaïa Collector, Adrian and Alaïa, The art of Tailoring, em Paris.
Exposição Azzedine Alaïa Collector, Adrian and Alaïa, The art of Tailoring, em Paris

Gilbert Adrian foi um dos figurinistas da era dourada de Hollywood, foi figurinista chefe da MGM na década de 1930 e são filmes com assinatura sua no guarda roupa O Feiticeiro de Oz (1939), The Women (1939) ou Dinner at Eight (1933), com Jean Harlow. Ficou conhecido apenas por Adrian e vestia as divas tanto no ecrã como fora deste. Na década de 1940 deixou o cinema para abrir a sua própria casa de moda em Nova Iorque.

Adrian criou o fato com ombros largos e cintura apertada que se tornou uma referência da moda dos anos 40. Alaïa era um grande admirador do trabalho de Adrian e chegaram a partilhar uma cliente: Greta Garbo. Que no tempo de Adrian era uma das divas da época, mas chegou a Alaïa através de uma amiga, a baronesa Cécile de Rothschild. Com a exposição vão passar os filmes The Women (19939) e 007 - Alvo em Movimento (1985).

Azzedine Alaïa Collectionneur, Adrian et Alaïa, L’art du tailleur

Onde? Galerie Azzedine Alaïa, Paris

Quando? De 21 de janeiro a 23 e junho

 

11 - Minimalism/Maximalism: Fashion Extremes

O museu do Fashion Institute and Technology (FIT), em Nova Iorque, celebra 50 anos e Minimalism/Maximalism: Fashion Extremes é uma das exposições da celebração. A mostra, que está aberta ao público entre 28 de maio e 16 de novembro e explora o contraste entre o minimalismo e o maximalismo ao longo da história da moda, desde o século XVII até à atualidade através de mais de 80 conjuntos de roupa e acessórios.

Minimalism/Maximalism: Fashion Extremes

Onde? Fashion Institute and Technology (FIT), Nova Iorque

Quando? De 28 de maio a 16 de novembro

 

12 - Virgil Abloh: "Figures of Speech"

Quem gosta de moda e ainda não ouviu falar de Virgil Abloh, deve registar este nome rapidamente. O Museum of Contemporary Art Chicago, cidade natal do criador, apresenta a exposição Virgil Abloh: "Figures of Speech" entre 10 de junho e 22 de setembro e foca-se no processo criativo e nas inúmeras colaborações em que o criador se desdobra (em diferentes áreas, seja a moda, desporto, música, design, decoração, mobiliário).

A mostra aposta na ideia de que Abloh está a redefinir a moda, a arte e o design, uma vez que este criador de 38 anos começou a trabalhar com Kanye West e neste momento tem uma marca própria – Off-White – para mulher e homem que consegue como nenhuma outra o difícil equilíbrio entre a inspiração no streetwear e o universo do luxo, com uma execução de alto nível. Assim como é, há cerca de um ano, o diretor criativo das coleções masculinas da Louis Vuitton. Diz que trabalha de telemóvel na mão e está constantemente em viagem entre várias cidades.

Virgil Abloh: "Figures of Speech"

Onde? Museum of Contemporary Art, Chicago

Quando? De 10 de junho a 22 de setembro

Tags: moda exposição londres nova iorque paris
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