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Meghan Markle escreve indignada carta aberta ao Congresso

A duquesa de Sussex apelou à importância de a licença familiar remunerada passar a ser um direito para todas as famílias nos EUA.

Meghan Markle
Meghan Markle Foto: Getty Images
21 de outubro de 2021 Rita Silva Avelar
"Sou, como muitos, uma cidadã empenhada e uma mãe", começou por escrever a duquesa de Sussex, que ao longo dos anos tem manifestado o seu apoio a outras causas sociais como a saúde mental ou a maternidade. Como mãe, e embora reconheça que está numa posição privilegiada, Meghan Markle escreveu uma carta aberta ao Congresso, defendendo a importância de a licença familiar remunerada passar a ser um direito para todas as famílias nos EUA.
Harry e Meghan no dia do seu casamento, a 19 de maio de 2018.
Harry e Meghan no dia do seu casamento, a 19 de maio de 2018. Foto: Getty Images


Na carta, Meghan usa referências da sua própria educação, mostrando o quanto a sua família trabalhou para a sustentar, e faz a ponte com a atualidade ao mencionar a forma como a pandemia empurrou milhões de mulheres para fora do mercado de trabalho. "Nos últimos 20 meses, a pandemia expôs falhas há muito existentes nas nossas comunidades. A um ritmo alarmante, milhões de mulheres abandonaram o mercado de trabalho ficando em casa com os seus filhos quando as escolas e as creches estavam fechadas, e cuidando de entes queridos a tempo inteiro", escreveu. "A mãe ou pai trabalhadores enfrentaram o conflito de estar presentes ou ser pagos [ficar em casa ou ir trabalhar]. O sacrifício de qualquer uma [das escolhas] tem um grande custo" acrescenta.
Meghan, Kate e família real juntos na missa de Natal (2018).
Meghan, Kate e família real juntos na missa de Natal (2018). Foto: Getty Images


Meghan, que vive na Califórnia com o príncipe Harry e os dois filhos, Archie Mountbatten-Windsor, que nasceu em 2019, e Lilibet Mountbatten-Windsor, que nasceu em junho passado, reconheceu na carta que ela e a sua família não enfrentam de forma alguma os mesmos desafios que a maior parte das famílias americanas. "Não fomos confrontados com a dura realidade de passarmos os primeiros meses críticos sem o nosso bebé ou de sermos forçados a voltar logo ao trabalho, escreve. "Sabíamos que podíamos levá-la para casa, e nessa fase vital (e sagrada), dedicar tudo e mais alguma coisa aos nossos filhos e à nossa família. Sabíamos que, ao fazê-lo, não teríamos de fazer escolhas impossíveis sobre cuidados infantis, trabalho, e cuidados médicos que tantos têm de fazer todos os dias".

Na carta, que foi publicada no website Paid Leave For All, Markle observou que, ao contrário dos Estados Unidos, a maioria das nações já tem políticas de licenças pagas para todos os trabalhadores. "Muitos outros países têm programas robustos que dão vários meses para que ambos os pais possam estar em casa com os seus filhos. Os Estados Unidos, em forte contraste, não garantem federalmente a nenhuma pessoa um único dia de licença remunerada. E menos de um em cada quatro trabalhadores tem licenças familiares remuneradas através do seu empregador. Estou certa de que concorda que, se queremos continuar a ser excepcionais, então não podemos ser a excepção".
Meghan Markle com o filho Archie.
Meghan Markle com o filho Archie. Foto: D.R


Markle encerra a carta dizendo que o país deveria colocar as famílias acima da política e não perder de vista o que é importante. "Por isso, em nome da minha família, Archie e Lili e Harry, agradeço-vos por considerarem esta carta, e em nome de todas as famílias, peço-vos que assegurem que este momento não se perca", escreveu.
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