Celebridades

De Madonna a Kate Moss. Contratos com celebridades que correram mal

Nem sempre os negócios correm bem. E quanto maior é a fama, maior é a queda (falamos, também, da queda financeira). Saiba que marcas recuaram perante escândalos com pessoas célebres.
Por Rita Silva Avelar, 19.06.2020

Madonna e Pepsi

No auge das "guerras" por protagonismo entre a Coca Cola, e a Pepsi, em 1989, a empresa PepsiCo decidiu contratar a Madonna durante um ano para esta ser a estrela de uma série de anúncios da Pepsi aliando-os a um tour da cantora.

Ao pagar à atriz mais de 5 milhões de dólares para usar a sua nova canção - Like a Prayer - num spot, a Pepsi estreou o anúncio para 250 milhões de pessoas durante uma emissão do programa "The Cosby Show".

Mas o escândalo instalou-se, uma vez que a Pepsi nunca pediu para ver o vídeo antes de incluir a canção no anúncio. Enquanto o anúncio em si tinha uma conotação familiar e descontraída, no videoclip de Madonna esta testemunha uma violação à volta de uma cruz em chamas. Esta discrepância de conteúdos levou a uma onde de protestos e controvérsias. Na altura, René Gracido, um bispo católico do Texas, pediu um boicote não só à Pepsi, mas também às suas outras insígnias, incluindo Taco Bell, KFC, e Pizza Hut. Menos de um mês depois, a Pepsi cancelou o anúncio.

Sharon Stone e Christian Dior

Em 2008, a Christian Dior abandonou todos os anúncios com Sharon Stone depois de a atriz ter feito comentários insensíveis sobre um terramoto devastador que tirou a vida a mais de 68 mil pessoas na China.

A atriz, que mais tarde pediu desculpa, escreveu: "não estão a ser simpáticos para o Dalai Lama, que é meu amigo", disse Stone, referindo-se ao facto de, meses antes, terem existido conflitos policiais no Tibete relacionados com o budismo. "E, depois, aconteceu este terramoto (…) e eu pensei, será que é o karma? Quando não se é simpático, que coisas más nos podem acontecer?" terá dito a atriz, que mais tarde se arrependeu destes comentários.

Helena Bonham Carter e Yardley London

Nos anos noventa, a marca de cosméticos Yardley London terminou a sua parceria com Helena Bonham Carter pouco depois da atriz britânica ter anunciado que nunca usava maquilhagem e, portanto, não fazia ideia porque é que a marca a tinha escolhido.

Chris Brown e Wrigley

Em 2009, a empresa de pastilhas elásticas Wrigley e o programa Milk Processor Education Program - responsável pela famosa campanha "Got Milk?" - puseram fim aos seus contratos com o artista de R&B Chris Brown depois de o cantor se ter declarado culpado por agressão à sua ex-namorada, Rihanna.

"A campanha Milk Mustache leva muito a sério as alegações contra Chris Brown", afirmou o grupo comercial, sediado em Washington D.C., num comunicado. "Estamos muito orgulhosos e protetores da imagem da campanha Milk Mustache e da mensagem responsável que ela envia aos adolescentes".

O.J. Simpson e Hertz

Antes de O.J. Simpson se tornar famoso por alegadamente ter assassinado a sua ex-mulher Nicole Brown e o seu amigo, Ronald Goldman, a antiga estrela do futebol era o rosto da Hertz, empresa de aluguer de automóveis. Em 1992, quando o escândalo aconteceu, a marca deixou se associar O. J. Simpson. Até à data, a Hertz pagava-lhe 550 mil dólares por ano.

Kate Moss e Chanel, H&M e Burberry

Em 2005, quando as imagens de Kate Moss a consumir cocaína chocaram o mundo, foram algumas as marcas que se quiseram afastar da supermodelo. Na altura, o Daily Mirror revelou que Kate tinha inclusive consumido em eventos públicos, como o Nelson Mandela Children's Fund, em Barcelona, em 2002.

A Burberry, a Chanel e a H&M decidiram todas abandonar, ou recusar-se a renovar os seus contratos com Kate Moss, o que custou à modelo milhões de dólares.

Kobe Bryant e Nutella e McDonalds

Em 2004, as marcas Nutella e McDonald's não renovaram os seus contratos com Kobe Bryant depois de a estrela dos Lakers ter sido acusado de violação em 2004.

Na altura, Kobe também estava associado à Coca Cola e à Sprite, que não suspenderam os seus contratos com jogador de basquetebol mas, durante um período, optaram por usar a imagem de LeBron James.

Michael Phelps e AT&T, Rosetta Stone e Kellogg Co

Em 2009, o nadador profissional Michael Phelps foi criticado por ter aparecido uma fotografia a fumar erva numa festa na Universidade da Carolina do Sul.

Se em cima da mesa estavam dois negócios com a AT&T e a Rosetta Stone, ambos terminaram no final desse ano e nenhuma das empresas decidiu renovar o seu contrato com este medalhista olímpico. "Não perdoamos as suas atividades e estamos decepcionados com o seu recente julgamento" terá dito a marca Rosetta Stone.

A Kellogg Co. também abandonou a Phelps, pondo fim a um negócio no valor de 500 mil dólares, e divulgou uma declaração em que dizia que a sua personalidade "drogada" "não era coerente com a imagem da Kellogg". Outras marcas não se importaram com esta ocorrência na vida de Phelps. O metro americano chegou ao ponto de ter a estrela num anuncia onde se lia: "Seja você mesmo."

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