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Afinal o chocolate negro não é assim tão saudável

Vários estudos elegem-no como um dos alimentos mais desejados e saudáveis, mas afinal não é bem assim…
Por Ângela Mata, 06.07.2017

Até hoje, a maioria dos estudos apresentados sobre o chocolate negro falava sobre os seus benefícios para a saúde e alguns até aconselhavam uma tablete de chocolate negro para emagrecer. Mas a verdade é que muitos desses estudos eram financiados pela própria indústria do cacau e, por isso, a dúvida sobre a sua influência na nossa saúde persiste.

A revista Heart, por exemplo, apresentou ainda no mês passado uma investigação que ligava o consumo de chocolate negro à redução do risco de sofrer fibrilhação auricular, uma espécie de arritmia cardíaca que pode ser letal.

Depois disso, vários investigadores têm saído em defesa de teorias contrárias, tentando demonstrar que os estudos não são totalmente falsos, mas que a resposta está nos hábitos mais ou menos saudáveis de cada pessoa e nos flavonoides, um grupo de metabólicos secundários que se encontram em várias espécies de alimentos (frutos, vegetais e alimentos processados como o chá, o vinho ou o cacau).

Estará a virtude no meio? O segredo para se poder designar um chocolate de superalimento parece estar na sua composição e em saber chamá-lo pelo seu verdadeiro nome, cacau (e não chocolate). É no cacau puro que se encontram os flavonoides, composto natural que reduz os riscos de doenças cardíacas e degenerativas. E o chocolate não é a única fonte deste componente que também se encontra em maçãs, uvas e verduras. Além disso, um chocolate nunca contém só cacau. Acaba por ter sempre gorduras e açúcares. 

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