Rosto&Corpo

Maioria das mulheres está infeliz com o tamanho dos seus seios

A afirmação vem do maior estudo intercultural sobre o corpo, realizado em 40 países. Porém, Portugal é dos países onde há mais mulheres satisfeitas com o tamanho do seu soutien. Concorda?
Por Aline Fernandez, 06.02.2020

Diz-se que nunca se está satisfeito com o que tem. E no caso de 70,7% de mulheres o tamanho das mamas é motivo de descontentamento. O resultado foi divulgado após o Inquérito de Satisfação do Tamanho da Mama, considerado o maior estudo intercultural sobre imagem corporal por ter envolvido mais de uma centena de especialistas de todo o mundo, sob orientação da Universidade de Anglia Ruskin, no Reino Unido. Ao todo, foram 18.541 mulheres de 40 países entrevistadas.

O estudo publicado esta quinta-feira na revista científica Body Image, levou em consideração a discrepância ideal do tamanho da mama, bem como a personalidade, exposição aos media ocidentais e status socioeconómico e também o bem-estar psicológico das mulheres. A conclusão foi que 47,5% das mulheres inquiridas preferia ter mamas maiores, 23,2 % gostaria de as ter menores e 29,3% está satisfeita com o que tem. Portugal participou do levantamento com uma equipa da Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto. Aqui, 45% das 203 inquiridas está satisfeita com o tamanho das suas mamas, 33% gostaria de ter seios maiores e 21% queria mamas mais pequenas, segundo avançou o Público, que teve acesso aos dados nacionais.

No geral, dos 40 países analisados, Portugal, Espanha, Gana e Noruega têm as mulheres mais satisfeitas. E os que lideram no maior grau de insatisfação são o Brasil, o Japão, a China e o Reino Unido. Vale ressaltar que, apesar das diferenças culturais, o "tal" tamanho ideal do seio é semelhante em todos os países que participaram do estudo, e o facto é que as mulheres preferem mamas maiores. E há mais um traço comum: a preocupação com a estética diminui com o passar dos anos.

Além da falta de confiança, também associada à baixa autoestima, há um perigo por trás desta insatisfação. O estudo concluiu que essas mulheres que se declaram infelizes com o tamanho das suas mamas eram menos prováveis a realizar a apalpação para detetar o cancro da mama. "Esta é uma preocupação séria para a saúde pública porque tem implicações significativas no bem-estar físico e psicológico das mulheres", alertou Viren Swami, investigador principal do inquérito, em comunicado. Afinal, pequeno, médio ou grande, a saúde deve estar em primeiro lugar sempre.

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