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O que há de novo na Alemanha

Em 2016, registaram-se pela primeira vez na Alemanha mais de 80 milhões de dormidas de visitantes estrangeiros, 37% dos quais portugueses. Faça parte das estatísticas e conheça as novidades que agitam o país.
Por Mafalda Sequeira Braga, 15.05.2017
Edifício Elbphilharmonie, Hamburgo

O mais recente projeto da famosa dupla de arquitetos Herzog & de Meuron inaugurou em janeiro. Construído num antigo armazém de chá, café e cacau, sobressai pelos seus contornos assimétricos e uma enorme superfície composta por mais de mil painéis de vidro, fazendo lembrar um navio atracado no rio Elba. Além de três salas de espetáculo (a maior tem capacidade para 2100 pessoas), por onde têm passado muitos artistas de renome internacional, esta nova casa da música possui ainda um miradouro com vista sobre a cidade e um hotel de cinco estrelas, o Westin Hamburg. Os Tindersticks atuam a 16 de agosto e Rufus Wainwright a 25. 

Palácio Barberini, Postdam

A cidade, que integra a lista do Património Mundial da UNESCO, não tinha uma galeria de arte há 250 anos. Desde finais de janeiro, tem mais do que isso. Destruído durante a II Guerra Mundial, este palácio do século XVII foi recuperado e acolhe agora um museu com obras de artistas da antiga República Democrática Alemã e clássicos da arte moderna colecionados por Hasso Plattner, cofundador da empresa de software SAP. As exposições Impressionism: The Art of Landscape (com obras de Monet e Renoir) e Modern Art Classics: Liebermann, Munch, Nolde, Kandinsky estarão em exibição até 28 de maio.
 
MUCA, Munique

Aquele que é considerado um dos principais destinos turísticos do país recebeu, no final de 2016, um Museu de Arte Urbana e Contemporânea – o primeiro na Alemanha. As exposições são acompanhadas por um extenso programa de palestras e visitas guiadas.
Paralelamente, até 3 de setembro, acontece uma mostra de arte urbana na cidade intitulada Magic City – The Art of The Street. Nela vão participar 40 reconhecidos artistas, incluindo Banksy, que cedeu algumas das suas obras.
 

Essen

Abraçou a transformação, abandonando o seu pesado passado industrial e, por isso, ganhou este ano o título de Capital Verde da Europa
, num reconhecimento pelas suas práticas exemplares de preservação da natureza e iniciativas sustentáveis. Exemplo disso é o Parque Krupp, cujo lago se enche com a água da chuva recolhida da superfície de telhados, e a Mina de Zollverein, que hoje é um centro cultural. Há ainda ciclovias espalhadas por toda a cidade e a alimentação saudável e local é outra das preocupações. Para celebrar, estão agendadas exposições, encontros gastronómicos em parques públicos, concertos e muitas outras atividades.
A ONU declarou 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável e, nesse sentido, a Agência Nacional Alemã do Turismo lançou um micro site dedicado ao tema, alojado aqui.
 
Bruise Automat, Berlim

As estatísticas dizem que uma em quatro mulheres na Alemanha é vítima de violência doméstica, pelo menos uma vez na vida. Para chamar a atenção do problema, a Terre des Femmes – uma ONG de Berlim que luta pelos direitos das mulheres – e a agência de publicidade DDB Berlim lançaram uma ação utilizando um dos ícones da cidade – as cabines fotográficas. Mas esta é especial: equipada com um software de reconhecimento facial, identifica quando uma mulher está prestes a tirar uma fotografia e aplica nódoas negras numa das quatro fotos, ilustrando assim os números.

(Veja o vídeo abaixo)
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