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Quem é Hope Hicks, o novo braço direito de Trump?

Depois da curta passagem de Scaramucci pela liderança do departamento de comunicação da Casa Branca, Donald Trump acaba de nomear Hope Hicks para o substituir. O que faz de uma jovem de 28 anos uma das mulheres mais poderosas dos Estados Unidos? Fomos investigar.
Por Carlota Morais Pires, 18.08.2017

Anthony Scaramucci pode ter feito história nas páginas da política norte-americana – afinal, só conseguiu manter-se durante dez dias à frente do departamento de comunicação da administração Trump. Mas a curiosidade da imprensa (e do mundo) já deixou Scaramucci de parte para se focar no nome que o vai substituir. Hope Hicks tem 28 anos e tem sido responsável por mediar a relação do Presidente com a imprensa ? agora, e ainda que temporariamente, acaba de ser nomeada diretora interina de comunicação da Casa Branca, sendo a pessoa mais nova de sempre a agarrar o cargo.

Ainda que provisoriamente (isto é, enquanto Trump não encontrar alguém com mais experiência para tomar conta da pasta permanentemente), Hope Dicks ficará à frente de toda a estratégia de comunicação da Casa Branca – um trabalho que, à partida, não parece fácil, principalmente se tivermos em conta o historial de conferências de imprensa e mensagens (dentro e fora das redes sociais) que já envolveram o Presidente norte-americano num ciclo infindável de polémicas.

Hope nasceu em 1988 (um dado que está a surpreender o mundo) em Greenwich, no Connecticut. Formou-se em Inglês na Southern Methodist University, foi modelo e campeã de lacrosse. Apesar de não ter experiência política antes de integrar a equipa de Donald Trump, a sua família acumula no currículo ligações interessantes ao circuito político e à esfera da comunicação: o pai, Paulo Burton Hicks, foi CEO da agência Ogilvy & Mather e, durante cinco anos, liderou o departamento de comunicação da Liga de Futebol Americano (isto antes de dirigir o Glover Park Group); a mãe, Caye Ann Hicks, é auxiliar legislativa do congressista democrata Ed Jones e filha de um antigo administrador assistente do Departamento de Agricultura durante as administrações de Lyndon B. Johnson e Richard Nixon.

Depois de concluir a licenciatura, em 2010, Hope Hicks começou a trabalhar como relações-públicas para o Zeno Group. Dois anos depois foi contratada pela Hiltzik Strategies, uma agência que tem na lista de clientes nomes como Alec Baldwin, Justin Bieber, Drake e também Ivanka Trump – foi assim que se conheceram. Em 2014, viria a ser contratada pela atual primeira-dama dos Estados Unidos para trabalhar em full-time na sua marca de roupa, à qual deveria dar uma imagem nova e mais forte.  

Pouco tempo depois, Hope Hicks viria a fazer parte do megalómano império Trump. Com apenas 26 anos, e ainda antes do atual Presidente ser candidato assumido à liderança do país, Hicks já era responsável por fazer a ponte entre o magnata e a imprensa. Em novembro de 2016, imediatamente depois de serem revelados os resultados das eleições, Hicks foi integrada na Administração Trump com o salário mais alto da Casa Branca: 180 mil dólares.

Durante a campanha, cabia a Hope Hicks a (quase impossível) missão de transcrever os já célebres Tweetsde Trump. Hoje, nos perfis publicados pela imprensa internacional, Hicks foi descrita como uma das pessoas de maior confiança dentro do círculo mais próximo do Presidente. A Vogue norte-americana chega mesmo a dizer que Hicks "orquestrou alguns dos momentos mais controversos de Donald Trump", referindo-se ao escândalo desencadeado pela censura ao discurso do Papa e à polémica que envolveu a repórter agredida por um dos managersda campanha do Presidente.

Supostamente sua estratégia passaria por contornar perguntas prejudiciais para a Administração (o que pode ser difícil de colocar em prática), mas as suas direções não têm poupado constrangimentos aos republicanos, se pensarmos nos escândalos sucessivos que se acumulam no ainda curto (mas já tão polémico) mandato de Trump. Já em nome próprio, o caso muda de figura – Hope Hicks tem conseguido fugir dos gravadores da imprensa e das redes sociais (não tem um perfil no Facebook e a sua conta de Instagram é privada) – pelo menos até agora.

 

 

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