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Os melhores éclairs

Encontrámo-los na pastelaria francesa L’Éclair, cuja carta de doces foi renovada. Para comer à mão e num ápice, como dita o nome do bolo.
Por Máxima, 17.10.2016
Antes de mais, há que dizê-lo: eu não gostava de éclairs. Depois fui almoçar à L’Éclair e tudo mudou. Os que aqui se vendem duraram pouco nas minhas mãos (e boca), provando que o nome lhes assenta que nem uma luva. Em francês, a palavra traduz-se por "relâmpago", mas figurativamente pode representar algo rápido ou momentâneo. Foi precisamente esta sensação que eu nunca encontrei noutras pastelarias e disse-o a Matthieu Croiger, que prontamente me respondeu: "Os nossos éclairs são diferentes. São feitos aqui todos os dias com os melhores ingredientes e a melhor massa. Tentamos que os produtos frescos sejam portugueses, como a laranja do Algarve, por exemplo. Mas também usamos chocolate Valrhona, que é um dos melhores do mundo. Tudo isto faz com que se distingam dos outros." No paladar e na vista. Quem entra na L’Éclair (e está no lado dos que gostam mais de doces), perde-se com a vitrina colorida e criativa que preenche o espaço. Foi Matthieu, formado em Hotelaria e Restauração, quem concebeu o projeto, seguindo os passos do antigo pasteleiro da Fauchon, que abriu um negócio próprio, exclusivamente dedicado a éclairs. Entusiasmado, desafiou João Henriques, pasteleiro de formação, a trazer o conceito para Portugal. Em 2014, estes dois lusodescendentes conseguiram abrir a L’Éclair na zona do Saldanha e nós só lhes temos a agradecer. Por aqui já passaram dezenas de combinações de ingredientes diferentes, dado que a cada estação se lançam novas coleções de receitas. A deste outono/inverno conta com oito éclairs totalmente novos e clássicos como o Paris-Brest e o Limón reinventados. Fiquei rendida ao Cheesecake (base sablé com canela e gengibre e glaçage de frutos vermelhos) e ao Foret-Noire (massa choux de cacau, chantilly, cerejas, génoise e raspas de chocolate), que já pisca o olho ao Natal. Mas, e apesar deste ex-líbris da pastelaria francesa ser a estrela, os pedidos dos clientes levaram ao aumento da oferta doce para croissants, macarons, pain au chocolat, tartes de fruta e mil-folhas. Os próprios éclairs tornaram-se salgados para o almoço e levam recheios como magret de pato, foie gras ou salmão. É tudo feito à mão e de raiz, desde o praliné à massa folhada, passando pela massapão e pela pasta de pistácio. A qualidade exige tempo e uma boa seleção de produtos, mas, de facto, compensa. Para atrair velhos e novos apreciadores.
 
L’Éclair, Avenida Duque de Ávila, 44. Terça a Domingo das 10h às 20h. A partir de €3,40.



Por Mafalda Sequeira Braga
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