Atualidade

Os amigos cruéis podem ser os melhores

Serão cruéis os amigos que, com boas intenções, nos fazem pensar em momentos e situações desagradáveis? Este jornal diz que não – e que os devemos manter por perto.
Por Marta Carvalho, 13.10.2017
Todos temos aquele amigo que, em alturas complicadas, faz questão de dizer aquilo que não queremos ouvir. Amigos assim, que podem fazer a outra pessoa sentir-se mal deliberadamente e não têm problemas em ser brutalmente honestos em situações que geralmente pedem compreensão e simpatia, são, segundo um novo estudo, os melhores amigos que podemos ter.

Quem o diz é o jornal Psychological Science, publicação que faz parte de uma associação americana com o mesmo nome. O estudo publicado examinou várias pessoas (sujeito A) que interagiram pela primeira vez com uma segunda entidade (sujeito B), que estava a sofrer o fim de uma relação amorosa. Em muitos dos casos, o sujeito A criou empatia com o sujeito B e escolheu, entre uma seleção de vídeos e imagens, mostrar-lhe aqueles que forçavam o sujeito B a enfrentar emoções como a revolta e a tristeza como forma de catarse.

Este estudo vem concluir que muitas pessoas fazem com que os amigos se sintam mal sobre determinado assunto porque pensam que, a longo prazo, os ajudará a atingir um resultado positivo. Como exemplo podemos imaginar alguém que, para ajudar outra pessoa a passar num exame, lhe lembra das consequências de chumbar.
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