Música

Dois novos álbuns para ouvir no verão

Lana del Rey regressa à cena musical com Lust for Life na mesma semana em que os Arcade Fire lançam um novo disco sobre o amor na modernidade. Fomos ouvi-los.
Por Carlota Morais Pires, 01.08.2017

Lust for Life, Lana del Rey

A artista norte-americana acaba de editar o seu quarto álbum de estúdio e dá o salto para um novo universo musical onde são explorados novos caminhos na composição das letras e na sonoridade. Depois de Born to Die (2012), Ultraviolence (2014) e Honey Moon (2015), Lust for Life reúne dezasseis faixas que mostram uma nova Lana del Rey, de voz ainda melancólica, mas com um novo tom, menos introspetivo e mais amadurecido.

Agora as letras são mais políticas, questionam o futuro da América e a liderança de Trump, fala-se de amor sem o levar ao extremo. Numa das suas entrevistas mais recentes, à edição americana da revista GQ, é Lana del Rey que confirma essa vontade de mudar de registo: "Os meus três primeiros discos foram muito pesados e autobiográficos, tem sido uma catarse; gostava de usar o meu precioso trabalho como um trampolim para fazer algo novo." A promessa cumpre-se com Lust for Life, aquele que é provavelmente o seu projeto mais experimental (onde além do R&B também descobrimos hip-hop em colaborações com diferentes artistas, como The Weeknd e A$AP Rocky) e um novo fôlego – provavelmente o que procurávamos na artista desde que a ouvimos pela primeira vez.

 


Everything Now
, Arcade Fire

A banda de rock já tinha saído da sua zona de conforto com a produção do último disco, Reflektor, em 2015. Aqui, e pela mão de James Murphy, dos LCD Soundsystem, exploraram o disco e o eletrónico e incluíram o dub e o reggae jamaicano. É o quinto disco da banda canadiana, um trabalho com coprodução de Thomas Bangalter, dos Daft Punk, Steve Mackey, dos Pulp, e Geoff Barrow, dos Portishead, além de Owen Pallet, que assina todos os arranjos de cordas.

Os Arcade Fire sempre gostaram de pensar sobre os desafios da vida moderna e voltam a falar-nos sobre o amor e a superficialidade em tempos de cólera, de uma era digital sem regras e critério, de uma cultura tóxica. Entre as frases fazem-se perguntas sobre o mundo, a sociedade, o consumismo e outros males. É questionar a realidade com uma voz irónica e sentido de humor.

 

 

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