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Mulheres de Hollywood lançam campanha de combate ao assédio sexual

Mais de 300 personalidades do cinema criam projeto para apoiar a luta contra o assédio sexual no trabalho.
Por Andreia Rodrigues, 02.01.2018
"Time’s Up" é o novo projecto que pretende combater o assédio sexual na indústria cinematográfica norte-americana e noutras profissões. Este é descrito pelas signatárias, como "uma convocatória de mudança das mulheres [da área] do entretenimento a mulheres de toda a parte". O projeto foi lançado por mais de 300 atrizes, guionistas, produtoras e realizadoras dos EUA e anunciado no "The New York Times" a 1 de janeiro de 2018.

A campanha surge depois de os últimos meses de 2017 terem ficado marcados pelas acusações de assédio e violência sexual contra poderosos elementos da indústria cinematográfica, entre eles o produtor Harvey Weinstein. Dezenas de mulheres, incluindo muitas actrizes conhecidas em todo o mundo, revelaram ter sido vítimas de assédio no trabalho (e não só). O caso ficou ainda marcado pelo  movimento que surgiu depois na internet, o #metoo (eu também), que continuou a revelar muitos casos de vítimas de assédio sexual no desempenho da profissão. A expressão #metoo foi partilhada mais de seis milhões de vezes no Twitter e Facebook entre outubro e dezembro.

Na nota publicada no seu website, a equipa da Time’s Up dirige-se "a todas as mulheres que já tiveram de defender-se de avanços sexuais indesejados", e sublinham que tal assédio muitas vezes não tem fim porque "os perpetradores e empregadores podem nunca vir a enfrentar as consequências" das suas ações.

A "Time’s Up" exige ainda mais mulheres em cargos directivos e igualdade de remuneração e de oportunidade. As organizadoras e patrocinadoras da campanha dizem ter sido inspiradas por uma carta que lhes foi enviada pela Alianza Nacional de Campesinas, uma organização de mulheres agricultoras, em novembro.

"Time’s Up" conta com o apoio de mulheres como Cate Blanchett, Ashley Judd, Natalie Portman, Resse Whiterspoon, Meryl Streep, Eva Longoria, Emma Stone e a presidente da Universal Pictures, Donna Langley. A campanha já angariou mais de 13 milhões de dólares e o objetivo é chegar aos 15 milhões. O dinheiro será usado para financiar o apoio e aconselhamento legal a vítimas de assédio sexual nos seus locais de trabalho, incluindo homens, e sobretudo pessoas cujos empregos não lhes permitam defender-se dos avanços indesejados de clientes, colegas e patrões. Será ainda aplicado para promover a criação de legislação que penalize as empresas que toleram uma cultura de assédio sexual. 
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