Artes

Morreu Linda Nochlin, historiadora de arte e feminista, uma mulher à frente do seu tempo

Em plena década de 70, Linda Nochlin quis mostrar ao mundo que a esfera das artes estava minada pelo poder masculino. Depois, fez de tudo para mudar a indústria e as mentalidades. Morreu no último domingo, com 86 anos, na sua casa em Nova Iorque.
Por Carlota Morais Pires, 06.11.2017

Linda Nochlin mudou as artes para sempre com uma pergunta – porque é que não existem grandes mulheres artistas? Foi a esta questão que a norte-americana tentou responder num ensaio que publicou em janeiro de 1971. Nochlin voltou atrás no tempo, percorreu a história e encontrou as convenções sociais que impediram as mulheres de se destacarem nas artes, contrariando a ideia da genialidade artística como um talento inato.   

A investigação e a crítica incisiva de Nochlin obrigaram o círculo das artes a reformular as suas próprias regras: redefiniram-se os conceitos de grandeza e genialidade e reconheceu-se o talento de artistas que o preconceito de género tinha atirado para o esquecimento.

Nochlin organizou exposições de arte, escreveu ensaios e notas críticas e foi professora de História de Arte no New York University Institute of Fine Arts. O seu interessa pelo objeto artístico ia além da estética – centrava-se sobretudo no contexto social e político em que este se inseria, no seu significado e nas suas representações.    

 

 

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