Atualidade

Miss América torna-se política

A resposta da Miss Texas a uma das perguntas do júri já se tornou viral.
Por Margarida Ferreira, 12.09.2017

Durante uma das últimas provas da Miss América, Margana Wood (Miss Texas) mostrou que os concursos de beleza não são tão superficiais como muitas vezes pensamos. Enquanto o júri fazia várias perguntas de atualidade às modelos, sobretudo fazendo referência a algumas medidas ou atitudes de Donald Trump, algumas respostas foram surpreendentes.  

Wood foi confrontada com as declarações de Trump sobre as manifestações supremacistas em Charlottesville, onde uma jovem antifascista foi assassinada pelo grupo de extrema-direita. O presidente americano disse que ambas as partes tinham culpa, referindo-se aos supremacistas e aos antifascistas, e que em ambos os grupos havia "muito boa gente". A jovem modelo teve 20 segundos para explicar a sua opinião em relação a estas afirmações de Trump: "Creio que é bastante evidente que o problema do supremacismo branco foi um ataque terrorista. E creio que Donald Trump devia ter feito um comunicado perante esta situação e certificar-se que todos os norte-americanos se sentem seguros neste país. Esse é o problema número um neste momento."

A resposta de Margana Wood foi aplaudida de pé pelo público que assistia ao concurso. Wood terminou em quarto lugar mas seria, certamente, vencedora caso avaliassem a popularidade nas redes sociais depois da noite de domingo. O vídeo da sua resposta tornou-se viral no Twitter e no Facebook e já acumula milhões de visualizações.

A vencedora do concurso e nova Miss América, Cara Mund, também se destacou, não só pela sua beleza mas também pelas críticas feitas a Donald Trump. A concorrente de Dakota do Norte criticou a decisão do Presidente de retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris, que foi concebido para lutar contras as alterações climáticas. "Acho que foi uma má decisão, pois saímos da mesa de negociações. Há provas de que as alterações climáticas existem e, acreditando ou não, temos de estar na mesa de negociações. Eu acho que foi uma má decisão dos Estados Unidos." A jovem é licenciada e sonha ser a primeira mulher a chegar a governadora do Estado de Dakota do Norte.

 

Partilhar
Ver comentários
Últimas notícias
Vídeos recomendados
Outras notícias Cofina
0 Comentários
Subscrever newsletter Receba diariamente no seu email as notícias que selecionamos para si!