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Material usado para substituir amianto nas escolas é cancerígeno e inflamável

O amianto foi proibido em Portugal em 2005, devido à associação a doenças oncológicas.
Por Andreia Rodrigues, 17.01.2018
O amianto, elemento que era usado na construção de muitos edifícios como escolas, está agora a ser substituído por poliuretano, mas, segundo avança o jornal Público, a Quercus diz que este é "altamente inflamável" e a sua exposição a este elemento está também associada a casos de cancro.  

O poliuretano é um material combustível da mesma família do que era utilizado na Associação Recreativa de Vila Nova da Rainha, Tondela, onde um incêndio, a 13 de janeiro, matou nove pessoas e fez 32 feridos.

O incêndio na torre de Grenfell, em Londres, em junho passado, é outro exemplo em que o poliuretano foi usado na construção do edifício. Ambos os incêndios foram marcados pelo elevado número de mortes provocadas sobretudo pela rápida libertação de fumos tóxicos.

Segundo a coordenadora da associação, Carmen Lima, existem alternativas, mas "tal como está a acontecer com as obras de remoção do amianto, as soluções de substituição adotadas têm apenas um critério: ser as mais baratas possíveis", disse ao jornal Público.

As obras de remoção do amianto libertam fibras potencialmente cancerígenas que podem ser perigosas para os trabalhadores e pessoas presentes no local. A coordenadora da Quercus indica que têm recebido denúncias de que a remoção do amianto está a ser feita "de forma descontrolada", sem recurso a empresas certificadas e, por vezes, na presença de alunos.

As placas de amianto já foram substituídas em, pelo menos, 300 escolas no país. Segundo dados do Governo, ainda existem 4.263 edifícios públicos com revestimento de amianto.
 

 

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