Música

Lisboa Soa: qual é o som desta cidade?

Raquel Castro, a curadora do festival, contou-nos tudo sobre a programação da segunda edição do Lisboa Soa.
Por Rita Silva Avelar, 15.09.2017

"Imagine um lugar que celebra o mundo sonoro, que o leva a percorrer caminhos labirínticos que comunicam acusticamente consigo. Imagine um jardim povoado de sons que nos chamam a atenção sobre todos os outros sons, um ambiente sonoro imaginário que pretende estimular a audição e levá-lo a refletir sobre aquilo que está a ouvir. Imagine que esse jardim é no centro da cidade e que é ocupado por vários artistas com obras de arte sonora concebidas para aquele lugar." Assim pode ler-se na descrição do Lisboa Soa – Encontro de Arte Urbana, Urbanismo e Cultura Auditiva, o festival de sonoridade urbana que vai para uma segunda edição que se enquadra na programação do Lisboa na Rua.

De 15 a 17 de setembro, a Estufa Fria vai ser um verdadeiro jardim dos sons e acolhe instalações, exposições e workshops de vários artistas nacionais e internacionais. Todos os anos os lugares que acolhem o Lisboa Soa são diferentes, uma itinerância que pretender levar o público a espaços públicos que estão muitas vezes esquecidos e afastados do seu quotidiano ao mesmo tempo que se provoca nos artistas um desafio diferente, consoante o espaço.

O programa desta 2.ª edição, dirigido a todas as faixas etárias, é composto por instalações, performances, concertos, workshops e passeios sonoros que se destinam a promover uma educação auditiva através de exercícios de escuta, gravação e construção de sons. Juan Sorrentino (1978), artista, músico e compositor argentino convidado para duas ações no festival tem prevista uma instalação sonora no dia 16 às 18h30 que é um cubo coberto de azulejos portugueses. Em entrevista à Máxima, Sorrentino explica que explora conceitos de linguagem visual, de contexto poético e imaginação coletiva ao mesmo tempo que brinca com o som – neste caso, o cubo é suposto ir explodindo os azulejos com as vibrações. "Vai-se partindo com o passar dos dias, alguns dos azulejos vão cair, mas também se vai construindo uma nova figura. Quando passeamos pela cidade lisboeta também vemos isso a acontecer: os azulejos desprendem-se e dão origem a novos desenhos, é essa a essência. Aqui, acontece o mesmo."

Veja o vídeo com a entrevista a Raquel Castro, curadora do Lisboa Soa, e Joana Gomes Cardoso, Presidente da EGEAC, e consulte o programa completo, em baixo.

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