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Há um novo museu em Lisboa (e no mundo), o MAAT

Mais do que uma sigla para Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, MAAT promete tornar-se uma palavra universal a partir do próximo dia 5 de outubro. A Fundação EDP abre as portas do novo museu com 12 horas de celebração e muitos projetos para o futuro.
Por Máxima, 04.10.2016
 É já no dia 5 de outubro que acontece a esperada abertura do MAAT, o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia que junta um novo edifício e a emblemática Central Tejo num só projeto da Fundação EDP. O novo espaço é um projeto da arquiteta britânica Amanda Levete (Atelier AL_A). A suave curva que desenha a silhueta deste edifício visto da estrada ou do comboio é apenas um convite a conhecer a todo o espaço que, através de linhas curvas, parece desenhar o seu próprio percurso. A fachada está virada para o rio, iluminada pela vista da frente ribeirinha e no topo um terraço onde se vê e respira Lisboa. António Mexia (CEO do Grupo EDP) disse à imprensa "queríamos que as pessoas usufruíssem do espaço por dentro e por fora" e já está também prometida para o futuro uma ponte que liga o museu a Belém, passando sobre a estrada e a linha do comboio.
Dentro do novo museu o primeiro espaço chama-se Galeria Oval e é contornado por uma rampa que leva ao espaço expositivo onde está neste momento a exposição Pynchon Park, da artista francesa Dominique Gonzalez-Foerster. Há ainda a Main Gallery, iluminada por luz natural, uma sala especial para projeções e uma sala de vídeo. 
O primeiro tema a ser trabalhado pelo museu é Utopia/Dystopia. Explica Pedro Gadanho, o diretor do MAAT, que decidiram trabalhar "um tema e a sua antítese". Assim, Utopia celebra os 500 anos da obra de Thomas More, enquanto a Dystopia é uma referência às situações políticas e económicas que vivemos agora no mundo. Depois da abertura de 5 de outubro começa uma nova fase do projeto que continuará em evolução até março, mês em que o MAAT estará totalmente finalizado.
 
Para o dia de abertura, 5 de outubro, estamos todos convidados para 12 horas de celebração do meio-dia à meia-noite, com:
 
Abertura de três exposições em diferentes horas do dia:
 
Utopia/Distopia Part 1: Pynchon Park, da artista francesa Dominique Gonzalez-Foerster. A obra ocupa a Galeria Oval do museu com uma instalação criada especialmente para o espaço com 1000m2, que convida à interação dos visitantes.  Abre às 13:00 do dia 5 de outubro. Até 20 de março de 2017.
 
The World of Charles and Ray Eames, uma visita pela vida e obra de um casal que se tornou uma referência do design do século XX. A exposição é a primeira retrospetiva dos designers e conta com protótipos, trabalhos de cinema, fotografia, arquitetura e instalação. A curadoria desta exposição ficou a cargo de Catherine do Barbican Centre (Londres), em parceria com o MAAT. Abre às 15:00 do dia 5 de outubro, com uma conversa com Eames Demetrios e Catherine InceAté 9 de janeiro de 2017.
 
A forma da Forma, da 4ª Trienal de Arquitetura de Lisboa, a exploração da forma na arquitetura como ponto de partida para um diálogo, para ver na Praça da Central.  Abre às 14:00 do dia 5 de outubro. Até 22 de dezembro.
 
Mas há mais!
 
Das 12:00 às 24:00
 
Semiconductor. Where Shapes Come From, projeção na Video Room (edifício novo).
Nuno da Luz. C’mon, instalação na frente rio.
Haroon Mirza. Emerging Paradigm, instalação na Galeria Principal (edifício novo).
 
Haverá muita música (com nomes como Carminho, Von Calhau, Nigga Fox ou Dead Combo), performances e projecções a não perder.
É importante destacar ainda um Programa de Famílias para o qual é necessária inscrição na Central Tejo. Há visitas com horas marcadas e para todas as idades.
Oficina de Monotipia(para maiores de 5, às 14:30), Oficina MAAT à Descoberta (dos 4 aos 6 anos, às 15:00), Visita Panorâmica (16:00), Visita Temática de Arquitetura (para maiores de 12, às 16:30), Visita Percurso Monumental Circuito Central Elétrica (17:00), Oficina Carrinhos Solares (para maiores de 6, às 18:00) e a Visita Percurso Secreto, Circuito Central Elétrica (para maiores de 12, às 20:00).
 
E ainda…
 
Além das inaugurações no dia de abertura continuam em exibição as exposições patentes na Central Tejo desde junho: Segunda Natureza (Coleção de Arte da Fundação EDP), Edgar Martins – Silóquios e Solilóquios sobre a Morte, a Vida e Outros Interlúdios e Artist’s Film Internacional. Todas estas exposições estão abertas até 16 de outubro e há ainda o Circuito da Central Elétrica, em exposição permanente.
 
Veja o programa completo aqui.
 
Por Carolina Carvalho
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