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Grammy Awards 2018: os vencedores, as mais bem vestidas e os momentos marcantes da noite

A cerimónia da 60.ª edição dos prémios Grammy aconteceu esta madrugada, 29 de janeiro, no Madison Square Garden, em Nova Iorque.
Por Andreia Rodrigues e Diana Bastos, 29.01.2018
Há 15 anos que os Grammy Awards não se realizavam na Big Apple. Os prémios que distinguem o melhor que se fez na música no ano passado começaram com a atuação de Kendrick Lamar, em conjunto com os U2 e Dave Chappelle.

Bruno Mars foi o grande vencedor da noite, arrecadando todos os prémios para os quais estava nomeado, com seis Grammys nas categorias mais importantes: Melhor Álbum do Ano, Melhor Álbum R&B e Melhor Engenharia de Som em Álbum Não Clássico, com o álbum lançado em 2017. Venceu ainda o prémio de Melhor Música do Ano, Melhor Performance R&B e Melhor Música R&B, com That’s What I Like. No seu discurso, o cantor confessou que foi inspirado pelos artistas que admirava na adolescência, acrescentado que "só queria pôr toda a gente a dançar e a mexer-se".

Kendrick Lamar estava nomeado em sete categorias e levou para casa cinco Grammys, incluindo os de Melhor Álbum Rap e Melhor Canção Rap. Ed Sheeran, apesar de não ter estado presente, foi o grande vencedor da categoria Pop, com os prémios de Melhor Álbum Pop do Ano, Divide, e Melhor Performance, com Shape of You.
Destaque ainda para Alessia Cara que recebeu o Grammy de Artista Revelação, The Weeknd que foi galardoado com o prémio de Melhor Álbum Contemporâneo e Tony Bennett que venceu o Grammy de Melhor Álbum Pop Tradicional. Jay-Z, o artista mais nomeado, não venceu em nenhuma das categorias.

Entre os momentos mais marcantes da noite esteve o discurso de Janelle Monáe, que apoiou os movimentos Time’s Up e #MeToo e sublinhou a importância de dar voz às vítimas de abuso e assédio sexual. A cantora referiu que o tempo acabou para os que ousaram silenciá-los em relação à desigualdade salarial, discriminação, assédio e abuso de poder. Admitiu também sentir-se orgulhosa por estar ao lado das mulheres que têm participado no movimento #MeToo. "Apoio-as não apenas como artista mas também como uma jovem ao lado das minhas colegas irmãs nesta sala que compõem a indústria da música. Artistas, escritoras, assistentes, publicitárias, CEO, produtoras, engenheiras e mulheres de todos os sectores do negócio. Nós também somos filhas, esposas, mães, irmãs e seres humanos."
Outro momento marcante foi a participação especial de Hillary Clinton. James Corden dirigiu um casting a várias celebridades para lerem o livro Fire and Fury: Inside the Trump White House, o livro de Michael Wolff que resume o primeiro ano de Donald Trump na Casa Branca. Depois de John Legend, Cher, Cardi B, Snoop Dog, surgiu Hillary Clinton, que leu: "Durante muito tempo, ele [Trump] teve um profundo medo de ser envenenado. Essa era uma das razões pelas quais gostava de comer no McDonald’s. Ninguém sabia que ele estava a caminho e a comida era pré-fabricada com segurança."

Quanto à passadeira vermelha, os Grammys foram marcados pelas rosas brancas, em solidariedade com o movimento Time’s Up. Os artistas usaram a rosa nas mãos, presa ao ombro ou na lapela do casaco. Algumas celebridades optaram pelo preto, como é o caso de Rita Ora, em Ralph & Russo, Miley Cyrus ou Lady Gaga, com uma criação Armani.

A contrastar estiveram Ashanti, com um vestido dourado, Camila Cabello de vermelho e Chrissy Teigen, que mostrou a barriga da sua segunda gravidez num vestido prateado de Yanina Couture. Lana Del Rey foi também uma das mais bem vestidas da noite, com um vestido fluido e de tom neutro da Gucci. Destacamos ainda Hailee Steinfeld, com vestido branco e botas de cano alto em roxo, um look de Alexandre Vauthier.
 

 

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