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Funcionárias hoteleiras pedem botões de pânico para serem protegidas de assédio sexual

O pedido é feito por um sindicato de Las Vegas, que representa milhares de funcionárias de hotéis.
Por Andreia Rodrigues, 30.01.2018
Desde que o escândalo de assédio sexual em Hollywood rebentou no The New Tork Times que Harvey Weinstein (e vários homens da indústria) foram acusados de abuso, ao mesmo tempo que muitas mulheres das mais variadas áreas profissionais têm revelado as suas histórias. As funcionárias dos hotéis e hospedeiras de bordo são vítimas frequentes.

"Queremos segurança para todas as trabalhadoras", disse Geoconda Argüello Kline, do sindicato Culinary Union, em entrevista à Associated Press. "Queremos ter alguma coisa escrita no contrato para proteger mais as pessoas que trabalham nos hotéis. Sabemos o que se está a passar com o assédio sexual. Nenhuma mulher devia passar por isso."

Bjorn Hanson, antiga gerente de um hotel e atual professora na área do turismo e hotelaria da NYU, diz, em entrevista à Travel + Leisure, que, apesar de não acontecer todos os dias, em todos os hotéis, existem ocorrências suficientes. Refere ainda que não existe uma política uniforme em relação à segurança das funcionárias nos hotéis, pois alguns gerentes advertem-nas para que mantenham a porta aberta enquanto limpam os quartos, enquanto outros dizem para que as fechem. 

A MGM Resorts anunciou a semana passada em comunicado que "a segurança no local de trabalho é de alta prioridade" e que vai trabalhar com o sindicato, nos próximos meses, para que todas as funcionárias dos seus hotéis em Las Vegas tenham o botão que as ajude caso exista uma situação de abuso. A Caesars Entertainment também anunciou em comunicado que está a trabalhar para "desenvolver programas-piloto que explorem o quanto a tecnologia pode aumentar a segurança dos trabalhadores".

As funcionárias dos hotéis de Las Vegas não serão as primeiras a usar o botão de pânico. Em Nova Iorque, as funcionárias hoteleiras sindicalizadas usam este método desde 2013 e nos hotéis de Seattle e Chicago tem sido implementado o botão de pânico e outros sistemas de alerta desde o final de 2017.

 

 

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