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Cinema Queer volta a agitar Lisboa

Com um programa dedicado à obra de Shu Lea Cheang, o Festival Internacional de Cinema Queer estreia hoje e, até dia 23, traz ao Cinema São Jorge narrativas visuais que nos levam a “olhar para fora, intervir, compreender, interpretar, agir sobre uma realidade que é de todos nós e que nos implica a todos”.
Por Carlota Morais Pires, 15.09.2017

Arranca hoje a 21.ª edição do Queer Lisboa, o festival de cinema queer que assinala este ano a sua terceira década de existência com a exibição de 90 filmes de 32 países e uma interessante retrospetiva do trabalho da artista multimédia Shu Lea Cheang, a acontecer no Cinema São Jorge e no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado.

Esta noite, estreia o filme God’s Own Country, do britânico Francis Lee, e Colby Keller também vai estar no festival para apresentar o projeto Colby Does America. O programa prevê ainda a apresentação do filme 1:54 do cineasta canadiano Yan England e a antestreia nacional de Quand On A 17 Ans, de André Téchiné. Um dos temas da atualidade em destaque será a crise política brasileira, retratada no documentário Entre os Homens de Bem, de Jean Wyllys. O festival encerra na noite de 23 de setembro com a exibição de Mãe Só Há Uma, de Anna Muylaert.

Além da exibição de quase uma centena de filmes, o festival também abre espaço para competições em diferentes categorias cinematográficas, que vão premiar realizadores de curtas e longas-metragens, mas também atrizes e atores. "As competições do Queer Lisboa 21 são espelho de um passo em frente. A par das narrativas e temas clássicos do cinema queer, são filmes que falam de religião, migrações, racismo, fronteiras, deficiência, política e que, ao mesmo tempo, arriscam transdisciplinaridades, rompem cânones do cinema de género, abraçam novas linguagens audiovisuais e novos modelos de relação do espectador com essas linguagens", escreve João Ferreira, diretor artístico do festival.

As questões centrais, que oscilam entre o feminismo, a identidade de género e a sexualidade, vão ser exploradas e trabalhadas a partir de noções clássicas de performance e de um cruzamento interdisciplinar em diálogo constante com as novas tecnologias.

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God's Own Country
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