Viagens

Casas de São José: respirar os ares do Ribatejo

Se procura um sítio que consagre natureza, tranquilidade e uma paisagem regional e se alie ao puro ambiente de descanso, estas são as coordenadas. Descubra-o aqui.
Por Máxima, 02.12.2016
Portugal tem esconderijos e recantos como não há igual e está repleto, de norte a sul, de locais para descansar e relaxar, e para quem procura recarregar as baterias do stress da cidade. Casas de São José, um alojamento rural situado na pequena aldeia de Asseiceira, faz bem jus à frase «ir para fora cá dentro» e é fácil perceber porquê.

À entrada desta pequena freguesia do concelho de Rio Maior, e segundo as coordenadas do GPS, seguimos por uma rua estreita que parece não ir dar a lado algum. Com uma curiosidade cada vez mais aguçada, vamos subindo de carro e passando por casas tradicionais, encontramos um descampado e até uma oficina e, por fim, vislumbramos o que parece ser uma herdade extensa embora resguardada com vedação. Acertámos. Somos logo recebidos com uma caloroso olá de boas vindas, e entramos nesta que logo à primeira vista, nos parece uma verdadeira «oásis ribatejano». Os únicos sons que ouvimos são os dos animais - uns a viver no espaço, como os galos e os cães - outros nas redondezas, como os grilos e os pássaros. Era este o som que procurávamos.

Apesar de estarem abertas, para já, três casas com capacidade para 12 pessoas, as Casas de São José consistem em nove casas de campo que eram estruturas agrícolas com nomes como Açucenas, Alecrim ou Buganvílias, uma homenagem não só às plantas locais mas sobretudo às gentes da terra, e ao trabalho no campo - com capacidade futura para 30 pessoas. Na verdade, há uma planta na terra correspondente ao nome da casa, nas traseiras de cada uma. Um gesto com grande significado para Maria José Costa, proprietária e fundadora. "A curiosidade em diferentes áreas do saber fez-me acreditar que cabe às gentes do campo ensinarem tradições culturais seculares ligadas ao mundo rural, essenciais à conservação do ambiente e manutenção de um equilíbrio ecológico entre o homem e a natureza". É esta mesma ligação à natureza que se sente, em cada recanto deste alojamento, e o objectivo do espaço não é apenas acomodar mas sobretudo receber e interagir. Um dos propósitos dos espaços campestres que circundam as casas é que os hóspedes interajam não só com a quinta mas também com os animais. A longo prazo, conta-nos Maria José, o objetivo é que exista uma troca de partilhas e experiências natural a todos os níveis do alojamento. Tão simples como aprender a plantar árvores e fazer hortas, ou a cozer pão e bolos.

Ficámos na casa do Alecrim. Somos recebidos com um delicioso sumo de laranja natural nas laranjeiras da quinta e com bolos tradicionais da terra. O espaço inclui uma cozinha como todas as funcionalidades, uma cómoda zona de leitura, uma casa de banho grande e um quarto decorado com motivos e cores ligados à planta que dá nome à casa. Todas as casas têm um alpendre com cadeiras para, como experimentámos na manhã que seguiu, nos sentarmos a desfrutar do sol que aquece as casas, pintadas de branco. As casas estão viradas para as piscinas, uma mais pequena para as crianças, uma maior para os mais aventureiros. Um agradável espaço rodeado de vegetação.

O pequeno-almoço é servido num salão que acolhe exposições temporárias com quadros de artistas locais. Salta-nos à vista o delicado e elegante serviço Bordallo Pinheiro, uma marca não só portuguesa como ribatejana (não poderia existir que mais se alinhasse com a decoração do espaço, na verdade) e o cheiro a café invade a sala. Há de novo sumo de laranja, café, uma variedade de bolos para todos os gostos; fiambre, queijo, presunto; doces caseiros e fruta da época. A simpatia aquece-nos o estômago e a alma. Também há uma mini-loja dentro da recepção que, por sinal, é um dos espaço mais bonitos das Casas de São José, com pratos a decorar as paredes e um sofá típico. O alojamento também dispõe de um serviço de rouparia e lavandaria conforme pedido.

E, apesar de o descanso ser, aqui, a palavra de ordem – há muitos sítios para passear à distância de uns minutos. As salinas de Rio Maior, uma das atrações da zona, e as típicas casinhas que as rodeiam; a encantadora vila de Óbidos; a gastronomia das Caldas da Rainha; o imponente Mosteiro de Alcobaça; as ondas da Nazaré ou a típica vila piscatória de Peniche. Para além de todos estes locais a menos de uma hora, são um excelente roteiro para intercalar com os momentos repouso nas Casas de São José.

Já deu um destino às mini-férias de Natal?

Por Rita Silva Avelar
Partilhar
Ver comentários
A Máxima recomenda
Vídeos recomendados
Outras notícias Cofina
0 Comentários
Subscrever newsletter Receba diariamente no seu email as notícias que selecionamos para si!