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5 filmes para ver no Doclisboa

A 15.ª edição do festival de cinema chega às salas da Culturgest, do São Jorge, da Cinemateca e do Cinema Ideal de 19 a 29 de outubro. De entre mais de cinquenta filmes, destacamos cinco.
Por Rita Silva Avelar, 19.10.2017

"O Doclisboa pretende questionar o cinema do agora, trazendo à tona a sua história e assumindo-o como uma forma de liberdade (…) e pretende ser um espaço para imaginar a realidade através de novos modos de perceção, reflexão e ação." É o que se lê na descrição de um dos festivais de cinema que tem ganho protagonismo e voz política e cultural ao longo dos últimos quinze anos. Com uma programação mais multicultural e completa que nunca (este ano apresenta 19 filmes em competição, 12 dos quais em estreia mundial ou internacional e estão representados 17 países), eleva novos talentos da produção nacional e é palco para discussão sobre os novos paradigmas do cinema. E é exatamente com um filme português que inaugura, a 19 de outubro, no São Jorge: Ramiro, uma comédia do realizador Manuel Mozos,  com argumento de Mariana Ricardo e Telmo Churro. Além desta, escolhemos cinco documentários para ver, obrigatoriamente.

Faithfull - Marianne Faithfull, fleur d’âme, de Sandrine Bonnaire

A história da mediática atriz e cantora britânica Marianne Faithfull, num documentário que acompanha a sua ascensão a estrela, em Londres, aos 17 anos, e a vida com Mick Jagger nos tempos mais conturbados dos Rolling Stones, mas que também faz um retrato a nu dos escândalos, das drogas, da toxicodependência de um dos nomes mais promissores do cinema dos anos 60. Da vida na rua aos prémios e ao reconhecimento artístico, o documentário é uma abordagem de 62 minutos feita pela francesa Sandrine Bonnaire. Quando? A 20 e 29 de outubro, às 16h15, na Culturgest (Grande Auditório). Quanto? €4

Dawson City: Frozen Time, de Bill Morrison

Um filme de Bill Morrison, Dawson City: Frozen Time, resgata a história verídica (e atípica) de uma coleção de 533 filmes dos anos 1910 e 1920, que estiveram perdidos durante mais de 50 anos, até serem descobertos enterrados numa piscina subártica no interior do Território do Yukon. Acompanhado pela enigmática banda sonora dos Sigur Rós, o filme recua quase cem anos no tempo para contar o ciclo de vida de uma coleção de filmes singulares através do seu exílio, enterro, redescoberta e salvação. Quando? A 20 de outubro, às 10h30, na Culturgest (Grande Auditório), ou a 22 de outubro, às 21h45, no São Jorge (Sala 3) Quanto? €4

Grace Jones: Bloodlight and Bami, de Sophie Fiennes

Ao longo de 120 minutos Grace Jones: Bloodlight and Bami retrata a faceta camaleónica da cantora, modelo e atriz jamaicana Grace Jones, um ícone da cultura pop como poucos. Selvagem e andrógina, Jones revela-se também como amante, filha, mãe, irmã e avó, e entramos, de verdade, no seu território mais pessoal – e, em determinados momentos, narrados através das suas próprias palavras. Quando? A 20 de outubro, às 21h30, no São Jorge (Sala M. Oliveira). Quanto? €4

António e Catarina, de Cristina Hanes

Um documentário da realizadora romena Cristina Hanes, António e Catarina relata o intenso relacionamento (à beira do fim) entre um homem com 70 anos e uma mulher de 25. Fechados num quarto, António e Catarina negoceiam os termos dessa relação. De produção portuguesa, o documentário venceu em agosto passado o Leopardo de Ouro para Melhor Curta-Metragem Internacional na 70.ª edição do Festival de Locarno. Quando? A 24 de outubro, às 22h00, no São Jorge (Sala M. Oliveira) ou a 28 de outubro, às 14h, no São Jorge (Sala 3). Quanto? €4

Winnie, de Pascale Lamche

Winnie Madikizela-Mandela é uma das figuras políticas femininas contemporâneas mais poderosas, mas também uma das menos retratadas de forma autêntica e realística. Pela primeira vez, em Winnie, a premiada realizadora Pascale Lamche reconstitui e examina ao pormenor a sua vida e a sua contribuição na luta para derrotar o apartheid, ao longo dos 27 anos que Nelson Mandela esteve preso, sempre na linha da frente. Em 2004, Lamche já havia realizado Accused #1: Nelson Mandela. Quando? A 25 de outubro, às 21h30, na Culturgest (Grande Auditório). Quanto? €4

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