Artes

Roteiro: pistas culturais para (re)descobrir a cidade

Artes, fotografia, música, cinema. Lisboa está cada vez mais curiosa e com vontade de abrir os seus horizontes ao mundo. O roteiro cultural mostra-nos o que de mais interessante está a acontecer agora.
Por Carlota Morais Pires, 12.01.2018

Bairro Europa: Álvaro Siza no CCB 

A propósito da exposição Neighbourhood. Where Alvaro Meets Aldo, o CCB convida a descobrir a obra do arquiteto Álvaro Siza numa série de visitas guiadas que exploram "a perspetiva dos grandes desafios da Europa e das suas cidades". Com curadoria de Nuno Grande e Roberto Cremascoli, a mostra quer evidenciar a experiência do arquiteto em projetos de participação social enquanto reflexo de uma "compreensão democrática da cidade, da cidadania e da memória coletiva, também próxima do pensamento do seu contemporâneo Aldo Rossi".

As visitas (que abrem espaço ao debate) acontecem nos próximos dias 13 e 17 de janeiro, às 17 horas, na Garagem Sul: a primeira por Ângela Ferreira e a segunda por Jorge Sampaio e André Tavares. A entrada é livre com bilhete da exposição.

KINO: Cinema de Expressão Alemã em Lisboa

No próximo dia 18 de janeiro o São Jorge recebe a KINO, a mostra de cinema de expressão alemã, que depois segue em direção ao Norte, para o Porto e Coimbra. Na programação encontramos as mais recentes (e interessantes) produções cinematográficas alemãs, austríacas, suíças e do Luxemburgo, com destaque para Wilde Maus de Josef Hader e Ordem Divina, de Petra Biondina Volpe, mas também para Minha Maravilhosa Berlim Ocidental, o documentário de Jochen Hick sobre a homossexualidade em Berlim, desde o tempo das perseguições a homens e mulheres gay à transformação da cidade numa das capitais LGBT. 

Os bilhetes estão disponíveis por €4 euros por sessão. A programação completa já está online, aqui

A Câmara Ama-te

Até 13 de janeiro está em cena no espaço Rua das Gaivotas 6 a peça A Câmara Ama-te, uma produção com direção artística do Teatro Praga que fala sobre a identidade e as suas multiplicidades. O texto explora o universo de Martin Crimp e as "possibilidades num cenário não linear alimentam a ideia de uma identidade coerente e fixa como mito". O que se trabalha em cena é, acima de tudo, uma tentativa de fazer compreender "as múltiplas Annies, desdobráveis em objetos, memórias e lugares percorridos". 

Com criação coletiva de Carolina Puntel, Isabel Milhanas Machado, Joana Ricardo, Rodolfo Freitas e Rosária Rocha, a peça sobe ao palco de quinta-feira a sábado, às 21h30. Os bilhetes já estão disponíveis por €6. 

Olhar a Arte Contemporânea em Serralves 

A investigadora Sofia Ponte traz à Fundação de Serralves o programa Um Olhar Para A Arte Contemporânea que propõe uma reflexão sobre a pintura e a arte conceptual agora. O encontro tem como ponto de partida a mostra Coleção de Serralves: 1960-1980 e acontece no próximo sábado, dia 13 de janeiro.  

Øyvind Morken no Lux

Conta-se que Øyvind Morken toca todos os discos que compra e que os seus sets são sempre inesperados nas transições, em melodias que procuram entrar em sintonia com quem o está a ouvir. A música do norueguês é pura experimentação intuitiva. Chegou a gravar para a editoria Full Pupp, de Prins Thomas, e também coordenou uma parta da Luna Flicks, dos Mungolian Jet Set. Na próxima sexta-feira, dia 19 de janeiro, o último piso do Lux é de Morken. Vai valer a pena estar lá - para ouvi-lo e dançar até de manhã. 

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