Viagens

Mar adentro: o resort mexicano que nos liga à natureza

Pisar areia quente e mergulhar os pés em água cristalina, apenas ao sabor do sopro do vento nas folhas das árvores, não é apenas um luxo para os sentidos e uma imagem paradisíaca de verão. Na costa caribenha do México, algures onde o mar encontra a floresta, esconde-se o Papaya Playa Project, um resort preocupado em refletir tanto a cultura do país como um projeto de sustentabilidade. A Natureza agradece.
Por Carolina Carvalho, 11.01.2018

Poderá o México ser uma das inspirações da próxima estação? Os contrastes dentro da cultura de um mesmo país exportam imagens de uma azáfama colorida nas cidades, bem como de uma calma paradisíaca nas zonas costeiras. Semeadas em diferentes temas da atualidade aparecem pistas que parecem desenhar um mapa cultural mexicano. Por exemplo, enquanto 2017 encerra com o mais recente filme da Disney, Coco, com a cultura mexicana como cenário e alicerce do enredo, 2018 promete trazer a memória de Frida Kahlo com a contagem decrescente para uma exposição dedicada ao seu guarda-roupa, a ter palco em Londres, no Victoria & Albert Museum, em junho. Por outro lado, na recente entrega dos World Travel Awards, a Riviera Maia (costa caribenha do México) foi escolhida como o destino de praia de 2017 na zona México & América Central.

Como a transição de ano impõe uma época de celebração, deixamo-nos contagiar pelo exotismo da referida zona e aterrámos a nossa atenção no Papaya Playa Project (PPP). Este resort integra a Gold List 2018, da Condé Nast Traveler (edição janeiro/fevereiro 2018), na categoria Classic Beach Bars & Clubs, mas é muito mais do que uma estada agradável para umas férias na praia. É preciso rumar a Sul, 90 minutos a partir de Cancun, para encontrar a cidade de Tulum, cujos encantos se dividem entre a herança histórica arqueológica de uma cidade milenar Maia e uma paisagem com uma Natureza rica. Aqui, ao longo de 900 metros de praia, existem 99 "casitas" e "cabañas", feitas com materiais e técnicas de construção locais, como, por exemplo, a técnica Maia Chukum que consiste em utilizar resina de uma árvore com o mesmo nome para arrefecer os interiores. O alojamento no Papaya Playa Project é uma experiência para viver a dois ou em grupo. As "casitas" e "cabañas" têm um ou dois quartos, terraço com vista para o mar e, em alguns casos, uma pequena piscina privada. Já as "beach houses" têm nome próprio e são o resultado de parcerias entre arquitetos, engenheiros, designers paisagistas e decoradores de interiores. Por exemplo, a Casa Palapa tem 850 metros quadrados e cinco quartos, enquanto a Tree House não engana e é, mesmo, construída em volta de uma árvore no meio da floresta, com uma paisagem verde em todos os ângulos. Todos os interiores do resort são recheados com luz natural e com uma decoração de materiais locais que não só mantêm a ligação à região como ajudam a população local. Pormenores como as redes de dormir no alpendre ou o facto de as construções serem elevadas do chão, para permitir a passagem de pequenos animais e o crescimento da Natureza, traduzem os valores de simplicidade, respeito e sustentabilidade que o PPP abraça.

Se a estada no Papaya Playa Project convida a um estilo de vida descontraído, de pés sempre na areia, seja no restaurante e Beach Club (onde o menu não podia deixar de ser influenciado pelas tradições Maia e mexicana) ou no anfiteatro na praia, há muito mais para descobrir na cidade de Tulum ou, até, para os mais aventureiros, em toda a Península de Yucatán. É aqui que se encontra Chichen Itza, a construção Maia que consta na lista das novas Sete Maravilhas do Mundo. Além dos templos da antiga civilização, é impossível perder um dos atrativos desta região: as grutas subaquáticas, onde se podem encontrar piscinas de água natural e ainda os eco-parques para desfrutar da natureza autóctone no seu esplendor.

É precisamente onde a praia e a floresta se encontram que está o Papaya Playa Project, beneficiando do melhor dos dois mundos. O resort é um projecto de Emilio Heredia e, segundo a empresa que o explora, "é um destino para aqueles que procuram combinar natureza, relaxamento e espiritualidade". O que não significa falta de projetos. Em 2015, foi traçado o objetivo de serem, até junho de 2018, uma "comunidade zero emissões e zero contaminação". Segundo publicou o PPP, até agora a iniciativa traduziu-se em "zero contaminação aquífera e redução das emissões de carbono em quase 66 por cento". Com a missão assumida de promover um estilo de vida holística, consciente e em contacto com a Natureza e com a comunidade local, fazendo da sustentabilidade uma bandeira, está também em marcha o projeto de bem-estar Health Corridor que vai acrescentar experiências culturais e culinárias de inspiração local às atividades do resort que já incluem tratamentos de beleza, yoga, tai chi e meditação. As sugestões de atividades são muitas, mas para quem dispensa botas de caminhada e mapas com roteiros, as imagens provam que na praia, na piscina, no alpendre ou no telhado, as horas prometem ser preenchidas de satisfação. Entre novembro e abril encontra-se a melhor altura do ano para rumar ao Mar das Caraíbas, por isso, se anda em busca de um destino especial, aqui fica a nossa sugestão.


Não há voos diretos de Portugal para Cancun. Mas com uma ou duas escalas são várias as companhias aéreas que voam para a cidade mexicana. Em janeiro, os preços de estada no Papaya Playa Resort começam nos €345, mas variam segundo as datas e há, ainda, a oferta de pacotes a avaliar no site do resort. 

www.papayaplayaproject.com 

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