Artes

Roteiro: pistas culturais para (re)descobrir a cidade

Artes, fotografia, música, cinema - Lisboa está cada vez mais curiosa e com vontade de abrir os seus horizontes ao mundo. Espreite o roteiro cultural da Máxima e saiba o que de mais interessante está a acontecer agora.
Por Carlota Morais Pires, 14.11.2017

Humor maligno

Pedro Penim e Hugo van der Ding trazem ao palco do Centro Cultural de Belém uma nova peça que quer explorar o que chamamos de humor negro. "Em 1939, um ano em que parecia que ninguém queria (ou podia) rir, André Breton publicou a primeira versão da Antologia do Humor Negro, cunhando assim um termo que permite que nos riamos da desgraça dos outros (da desgraça ponto) dando a experimentar a gargalhada e o desconforto, muitas vezes em simultâneo", escreve Penim. Humor Maligno estreia a 18 de novembro e é uma produção da Companhia Maior, uma associação cultural que junta artistas com mais de 60 anos de idade. Os figurinos foram pensados por Joana Barrios, a fotografia é de Bruno Simão e os cenários de Bárbara Falcão Ramos. Em cena até 21 de novembro no Pequeno Auditório do CCB.

You need heart to play this game

No próximo dia 13 de novembro, às 21h30, a Plataforma285 apresenta na Fundação Leal Rios, em Alvalade, uma antecipação de You Need Heart to Play This Game, um espectáculo que estreia em fevereiro no Teatro Maria Matos. O projeto é uma colaboração entre o Teatro Maria Matos e o Festival Temps d’Images e quer mostrar ao público o trabalho (ainda em progresso) dos artistas portugueses Teresa Silva, Filipe Pereira e Catarina Vieira, mas também do coletivo Plataforma285. "O feedback acontece em momentos-chave do processo por um grupo constituído pelos próprios artistas, convidados seus e colaboradores do Temps d’Images e do Teatro Maria Matos. A entrada é livre mediante lotação da sala.

A 15ª edição do Festival Temps d’Images prolonga-se até ao dia 5 de dezembro com diferentes iniciativas culturais: contam-se 26 apresentações, entre espectáculos, sessões de cinema, exposições, instalação e um lançamento de livro, que reúnem 37 artistas e colectivos nacionais e internacionais em 13 espaços de Lisboa.

Electronic Superhighway: da Whitechapel Gallery para o MAAT

O MAAT traz a Lisboa a mostra Electronic Superhighway, um projeto que reflete sobre o impacto da internet nas últimas de cinco décadas. A exposição, que estava patente na Whitechapel Gallery, em Londres, acaba de inaugurar em Belém e parte da experimentação com a tecnologia em diferentes formatos e apresenta projetos artísticos multimédia e em vídeo, mas também pintura, fotografia, escultura e desenho.

Electronic Superhighway deixa-nos espreitar mais de setenta obras de artistas internacionais contemporâneoos, como Cory Arcangel, Roy Ascott, Jeremy Bailey, Judith Barry, James Bridle, Douglas Coupland, Lynn Hershman Leeson, Vera Molnar, Nam June Paik, Jon Rafman, Hito Steyerl ou Amalia Ulman. A curadoria esteve nas mãos de Emily Butler que descreve o projeto como uma viagem cronologicamente organizada pela tecnologia mais recente, dos anos 2000 a 2016, terminando com as peças históricas referentes aos anos sessenta. "Como é que a tecnologia afetou a nossa realidade? Como é que alterou a forma como atribuímos valor aos objetos, como compreendemos as relações humanas, como nos relacionamos com os outros? E como é que os artistas viveram estas transformações? Através da análise dos momentos chave que marcaram os últimos 50 anos, esta exposição convida o visitante a pensar no impacto que a Internet tem tido e continua a ter na produção artística contemporânea."

Patente até março de 2018 no MAAT. 

Verão Danado no Lux

No próximo dia 30 de novembro o cineasta Pedro Cabeleira traz ao grande ecrã Verão Danado, o filme que nos leva numa viagem alucinante por noites que não têm fim. A ante-estreia do filme acontece a 23 de novembro, dia em que o realizador vai explorar a fronteira que separa a ficção da realidade com uma festa, quase um prolongamento do filme. A partir das 23 horas o Lux Frágil abre portas para que os atores voltem a interpretar as suas personagens, numa proposta aberta a dançarmos até de madrugada. 


Música de Rafael Toral Space Quartet na ZDB

Depois de uma tour que os fez percorrer os Estados Unidos, Rafael Toral Space Quartet volta à Galeria Zé dos Bois com João Pais Filipe na bateria, Hugo Antunes na percussão e Ricardo Webbens no contrabaixo. A ZDB descreve Toral, artista interessado em explorar novas potencialidades da eletrónica instrumental, como um "criador incansável de novas realidades, com uma obra que remonta aos anos 80, faz do inóspito uma cartografia só sua, onde a electrónica assume uma fisicalidade e lirismo devedores do jazz, num trabalho minucioso de gestão e comunicação do e com o espaço enquanto entidade".

O concerto acontece na ZDB às 22 horas do próximo sábado, dia 18 de novembro. Os bilhetes já estão disponíveis por seis euros.


Do outro lado do espelho 

Acaba de inaugurar no museu da Fundação Calouste Gulbenkian o projeto Do Outro Lado do Espelho, uma mostra inspirada no fantasioso universo de Alice Liddell, a curiosa personagem criada por Lewis Carroll. Patente até 5 de fevereiro do próximo ano, a exposição tem o espelho como ponto de partida e avança para "a sua presença polissémica na iconografia da arte europeia, sobretudo na pintura, mas também em obras com outros suportes, como escultura, arte do livro, fotografia e cinema". A curadoria é de Maria Rosa Figueiredo que, com a colaboração de Leonor Nazaré, reuniu obras de artistas como Paula Rego, Jan Sanders, Simon Vouet e Noé Sendas. 

Os bilhetes estão disponíveis por 5 euros e aos domingos a partir das 14 horas a entrada é livre. 



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