MODA Mais por menos
22/02/20120
Rentabilizar o guarda-roupa, costumizar uma peça... boas práticas a ter em conta!

Se acreditarmos que o bem-estar e a autoestima podem fortalecer o nosso sistema imunitário, então todo o investimento é um valor seguro para manter os níveis de dopamina que facilmente sobem quando usamos um vestido que nos favorece, um acessório diferenciador ou exibimos a pele do rosto luminosa e o cabelo bem tratado, resgatando os olhares de quem se cruza connosco. Estão, assim, asseguradas a motivação e satisfação diárias. A boa notícia é que não é preciso abrir muito os cordões à bolsa para manter a moda, a beleza e a decoração na linha de prioridades.

CLOSET CLEANING
Já pensou que percentagem da sua roupa usa de facto? Mónica Lice, blogger profissional do Mini-saia (http://mini-saia.blogs.sapo.pt/), realiza consultas de imagem que começam pela análise ao guarda-roupa das clientes. A sua experiência na Guiné, onde trabalhou e se iniciou na blogosfera, fê-la perceber que estar meses sem comprar roupa, sem acesso a lojas e novidades a não ser pela Internet, lhe exigia um engenho extra na rentabilização do que tinha.

“A maioria das mulheres diz que usa 40 ou 50 por cento do seu guarda-roupa, mas na realidade usa 30 por cento. Então o que acontece aos outros 70 por cento? às vezes, têm coisas muito boas de que nem se lembram e não sabem como usá-las." O primeiro passo é rentabilizar o que já existe, testar vários coordenados e aprender a fazer conjugações improváveis que permitirão com um acessório ou uma camisola básica usar vestidos de verão no inverno, por exemplo. “Há muitas clientes que no final deste processo não precisam de comprar roupa", conta Mónica, que vai tirando fotografias e criando o portfólio de coordenados para a cliente guardar. “Já tive clientes com um guarda-roupa tão pequeno que em menos de uma hora se fez tudo.

Mas o tempo médio ronda as duas ou três horas." Por €35/hora pode conseguir 20 a 30 novos coordenados num virar de cabides e gavetas, despe, veste, põe e tira muito divertido e rentável! Se ainda assim quiser ir às compras, Mónica é adepta de que mais vale comprar menos mas bem (ver caixa Manual de boas compras). “Quando uma cliente me diz que gosta de estar sempre a mudar de carteira eu contraponho que em vez de terem 10 carteiras por 30 euros cada uma, mais vale terem uma por 100 ou 200 euros que podem usar sempre", aconselha a blogger, defensora dos bons investimentos.

COSTUMIZAR PARA REUTILIZAR
Já pensou em pegar naquele vestido que usou dezenas de vezes até se fartar e transformá-lo para ganhar um look renovado? Aplicar laços, retirar golas, mudar botões, prender um alfinete, usar molas de pressão para pôr e retirar adereços, são exemplos de costumização de guarda-roupa. Cristina Homem de Gouveia, designer e criadora de uma marca própria de acessórios, a Cêagagê, participou como consultora nas campanhas Fashion Week que decorrem em vários centros comerciais do grupo Sonae, no início das novas coleções.

O objetivo é prestar um serviço gratuito de acompanhamento nas compras e consultoria em várias áreas, nomeadamente na moda, para que cada pessoa se sinta motivada e inspirada a melhorar o seu estilo. “Costumizar é criar uma peça única", explica Cristina, que diferencia o seu trabalho do de uma costureira pelo facto de dar ideias, acrescentar criatividade e não se bastar à execução. “Um dos melhores investimentos em costumização será em vestidos da Zara ou H&M para usar em festas; se forem bem adereçados ou alterados, não correrá o risco de se cruzar com alguém com um modelo igual e ganhará uma peça exclusiva", aconselha a designer.

 

A AGULHA E O DEDAL
“A costura não é algo que se aprenda do dia para a noite, requer muito tempo, muita paciência, muito gosto e trabalho. É um ofício em que nunca sabemos tudo e estamos sempre a aprender!" Quem o diz é Inês Batista, uma das dinamizadoras da Oficina da Costura Criativa (http://costuracriativa.wordpress.com). Mas não se assuste, nem considere isto um desincentivo a deitar mãos à máquina, à agulha e ao dedal. Antes pelo contrário. “Temos casos de alunas que entraram aqui sem saber pregar um botão e saíram com um vestido, uma blusa, uma saia ou até um beauty case", remata uma das quatro costureiras criativas que compõem a equipa de formadoras.

A principal motivação era reanimar esta arte quase perdida com a evolução do pronto-a-vestir e demonstrar como é possível fazer tanta coisa com apenas uns metros de tecido. Todos os workshops estão preparados para receber alunas com ou sem experiência na máquina ou em costura. Basta ter vontade de aprender. Além disso, oferecem a grande vantagem de permitir a inscrição em qualquer altura, pois cada aluna anda ao seu ritmo e todos os dias são dias de entrada.

Regra geral, o mais procurado é o de Corte e Costura (4 sessões de 3 horas, €70), em que se aprende a confecionar uma peça de roupa à escolha, seja um top, um vestido ou camisa, em todas as etapas, desde tirar medidas, fazer o molde até à própria confeção. Porque, tal como justifica Inês, “cada vez mais queremos usar roupas diferentes de todos, com pormenores que ninguém tem".

Outro dos workshops que dá resposta a esta tendência é o do Redesign de vestuário (5 sessões de 3 horas, €80 ou 1 aula avulso de 3 horas, €20), vocacionado para reciclar e reaproveitar de forma criativa aquelas peças de roupa que não saem do armário. Já sabe que tudo serve para desafiar a criatividade e costurar.

RENDA-SE ÀS COMPRAS ONLINE
http://www.theoutnet.com/
http://www.asos.com/Women/ (possui uma secção com promoções durante todo o ano)
http://www.clubefashion.com/ (com campanhas promocionais semanais)
http://br.strawberrynet.com/main.aspx (para compras de beleza)

No CascaiShopping, tem o serviço de consultoria de imagem durante todo o ano, mediante marcação prévia, por €30 (1h) ou €90 (3h com personal shopping). 

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