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As 4 facetas de Catarina Furtado

A apresentadora é o rosto português da nova campanha da Intimissimi, que se divide pelos seus quatro principais traços de personalidade. Com a Máxima, falou em exclusivo sobre a importância da autoconfiança, a educação e a solidariedade.
Por Ângela Mata, 13.11.2017

A Intimissimi lançou uma nova campanha que celebra as mulheres de sucesso, desenvolvida em colaboração com o fotógrafo Mario Testino.

A nível internacional, foram escolhidas para dar a cara quatro mulheres que se destacam em diferentes áreas: a modelo Irina Shayk, a tenista Ana Ivanovic, a blogger Ella Mills e a atriz Dakota Johnson. Em Portugal, o rosto que se associou a esta campanha foi o de Catarina Furtado, que aceitou mostrar as quatro principais facetas da sua vida: a de apresentadora, a de autora, a de mãe e a de atriz.

A Intimissimi acredita que o estilo que uma mulher adota reflete a sua personalidade e o seu modo de vida. E esta campanha expressa precisamente esta ideia, ao quebrar o standard de comunicação institucional, optando por não mostrar lingerie no corpo de nenhuma delas. Isto leva-nos a olhar para além da imagem destas mulheres e a concentrarmo-nos nos seus triunfos pessoais e nas suas realizações.

Para compreendermos um pouco melhor esta nova campanha #insideout, da Intimissimi, falámos, em exclusivo, com Catarina Furtado.

Como tem sido esta experiência de ser o rosto português da Intimissimi?

Assim que me apresentaram a campanha e o lema da campanha, senti-me lisonjeada. Esta questão de uma pessoa se sentir bem por dentro, o que depois se reflete na visão do seu exterior, como se o exterior fosse uma espécie de transparência do interior, tem muito a ver com a forma como eu entendo a vida. Eu não acredito que nós consigamos mentir ao público durante muito tempo, se tivermos alguma coisa que não esteja bem com o nosso interior. Inevitavelmente, todos temos questões e problemas, mas se a nossa sanidade mental estiver cuidada e bem tratada, acho que isso (independentemente da beleza) se reflete no exterior ? no lado saudável, feliz, otimista, solidário, carismático, etc.

Como se define, então, esta nova campanha?

A campanha não vai ter mupis, nem filmes (a passar na televisão), mas vai ter uma forte ação nas redes sociais, sobretudo no Instagram. A Intimissimi e eu decidimos que a campanha teria quatro facetas: a de mãe, apresentadora, atriz e autora. Confesso que ainda poderia ter mais algumas… mas escolhemos estas quatro. Decidimos lançar, em primeiro lugar, provavelmente a minha faceta mais mediática, que é a de apresentadora.

Precisamente, na primeira imagem que partilhou no Instagram, a da faceta de apresentadora, refere que nunca sonhou seguir essa profissão. Já se fazia adivinhar que este seu lado ligado aos Direitos Humanos iria ocupar mais a sua vida?

Sim… Já vem desde criança esta minha noção de que o mundo não é igual para todos. Eu associo muito ao facto de a minha mãe ter sido durante muitos anos (mais de 20) professora do ensino especial, portanto a diferença era-me sempre muito sublinhada como algo que desencadeava preconceitos. E depois, o meu pai, enquanto jornalista, também sempre me trouxe a realidade de países em que sobretudos as crianças e as mulheres eram as vítimas principais da desigualdade, do não acesso aos cuidados de saúde e à educação. Portanto, não houve um despertar do problema em mim, houve sim um amadurecimento da realidade, daí que, hoje em dia, com mais ferramentas eu posso interferir mais diretamente na sociedade, para, de alguma forma, colmatar essas desigualdades. Nomeadamente, com a Corações com Coroa, onde os projetos são muitos e têm essa componente.

Podemos dizer que a Corações com Coroa foi um sonho tornado realidade?

Sim. Eu comecei a domesticar os meus sonhos – eles existem sempre, todos os dias tenho um sonho novo, mas há uns que persistem. E eu domestico, na medida em que, para não gerar demasiada ansiedade, não tenho sonhos que sejam tão difíceis de alcançar que me prejudiquem por essa mesma ansiedade. Portanto, são sonhos que…demoram? Sim. Exigem trabalho? Sim. Exigem dormir menos horas? Sim. Mas são possíveis. E a Corações com Coroa era um sonho que eu tinha, fruto do trabalho como Embaixadora das Nações Unidas há já 17 anos. Passaram seis anos, acabámos de lançar mais um projeto que é o Corações com Coroa Café, e é tão bom ver os resultados. Não há nada melhor na vida do que isso. De uma forma muito mais sustentada e duradoura, são os projetos sociais que me dão mais prazer e que têm um retorno muito visível na minha saúde mental e felicidade.

Tem sido fácil educar dois filhos num mundo que tantas vezes, e cada vez mais, parece estar virado do avesso?

Não, fácil não é. Mas não se pode desistir. Acho que os valores têm de estar lá obrigatoriamente. Hoje em dia, fruto desta velocidade das ondas, em que as coisas entram tão rapidamente quanto saem, eu acho que o importante é sermos persistentes, resilientes na passagem dos valores. Depois, eles vão tomando conta das ações das pessoas. Eu acredito que os meus filhos tenham lá os valores e que, independentemente de às vezes parecerem que estão mais atentos e outras menos, acho que nas suas ações, ao longo do seu crescimento, eles vão manter esses valores. Acho é que agora temos de arranjar mais estratégias para captar a atenção, porque o desfoque é tanto, e a sedução por tantas coisas que muitas vezes não interessam nada é tanta, que há uma competição muito grande entre os nossos ensinamentos e aquilo que eles veem no mundo exterior. Mas não devemos desistir nunca!

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1 Comentários
Anónimo FALTA AQUI UMA FASE DA CATARINA.
LEMBRAM-SE DO BALSEMÃO?
Há 5 dias
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