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Qual é o problema de Hollywood com o peito grande?

Nem sempre um peito grande é sinónimo de sucesso, especialmente no cinema e na moda. Emily Ratajkowski disse-o recentemente numa entrevista, mas há muito que não está sozinha.
Por Ângela Mata, 07.07.2017

Na Hollywood de outros tempos, as curvas de corpos como os de Marilyn Monroe, Sofia Loren ou Brigitte Bardot eram admiradas, consideradas sexy, um símbolo de feminilidade. Os conceitos de beleza mudaram com as décadas e as formas de olhar para a mulher, da moda às artes, sem esquecer a publicidade.

O tema do decote e da sua relação com a imagem feminina foi mais uma vez levantado numa entrevista de Emily Ratajkowski à Harper’s Bazaar Austrália. A modelo e atriz (que vimos em Gone Girl, de David Fincher, e que entretanto se transformou num fenómeno do Instagram) revelou já ter sido discriminada pelo facto de ter um peito grande, chegando mesmo a perder trabalhos por isso. "O que acontece comigo é isto: ‘Oh, ela é tão sexy.’ É quase como uma coisa antimulher, o facto de as pessoas não quererem trabalhar comigo porque o meu peito é grande de mais. Qual é o problema de ter peito? É algo tão bonito e feminino que deve ser celebrado. Qual é a questão? São maravilhosos se forem grandes, são maravilhosos se forem pequenos. Porque é que isso há-de ser um problema?", disse Ratajkowski à revista de moda.

Já no ano passado a modelo havia sido criticada por ter publicado no Instagram uma fotografia em topless ao lado de Kim Kardashian. Na altura, defendeu-se escrevendo no Twitter: "Por mais ou menos sexuais que os nossos corpos sejam, nós temos de ter a liberdade enquanto mulheres de poder escolher quando e como expressamos a nossa sexualidade."

Coincidência, ou nem por isso, a marca de lingerie Bluebella apresentou recentemente um estudo que demonstrou que o tamanho do peito das mulheres sofreu alterações ao longo dos últimos 50 anos. Se em 1967 a média do tamanho era o 34B, nos anos 90 surgiram ícones como Pamela Anderson e aumentaram as cirurgias plásticas, alcançando-se uma média de 34DD. A partir do ano 2000 o tamanho subiu para o 36D, o mesmo da atriz Scarlett Johanson, que na viragem do milénio começámos a ver em filmes como Lost in Translation e Match Point.

Também a conhecida atriz da série Modern Family, Sofia Vergara, em 2015, revelou à Vanity Fair norte-americana que um peito grande pode trazer grandes problemas a uma mulher. "O meu peito é enorme. Durante toda a minha vida, o simples acto de ir comprar um soutien era um pesadelo. Quando vim para Los Angeles, passei a ir a uma loja chamada Frederick’s of Hollywood que faz soutiens para strippers", contou a atriz.

Em entrevista à revista Elle britânica, em 2013, Scarlett Johanson revelou "que qualquer mulher que tenha curvas e use um vestido de gala num evento é supersexualizada. Quando eu tinha, 18, 19 anos, era uma miúda e isso acontecia-me. Eu sempre tive curvas, é uma coisa de família. E chegou a acontecer-me em eventos toda a gente só olhar para o meu peito e comentar: ‘Bomba!’ ou ‘A nova Marilyn’".

 São muitas as mulheres, da música à moda e ao cinema, que denunciaram preconceitos semelhantes, para ver na fotogaleria em cima.

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