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As mayors do mundo: as mulheres à frente das presidências de Câmaras

Em vésperas de eleições autárquicas, reunimos as mulheres à frente das presidências de Câmaras pelo mundo. Leia mais na edição de outubro da Máxima, agora nas bancas.
Por Margarida Santos Lopes, 01.10.2017

Susanna Madora Salter (1860-1961), de Argonia, uma cidade que tem hoje cerca de 500 habitantes no estado americano do Kansas, terá sido a primeira presidente de Câmara. Escolhida, em 1887, pelo Partido Proibicionista (que se opunha à venda e consumo de bebidas alcoólicas), foi também a primeira mulher a desempenhar um cargo político nos Estados Unidos da América. Aparentemente, ninguém esperava que Salter fosse eleita. Um grupo de homens inscrevera o seu nome numa lista que só foi conhecida no dia da votação, apenas para "humilhar e desencorajar" as mulheres de concorrerem. Venceu com maioria de dois terços.

Seguiu-se-lhe Elizabeth Yates (1845-1918), a primeira mayor do império britânico, em Onehunga, agora um subúrbio de Auckland, na Nova Zelândia. Estava aberto o caminho para outras mulheres, da Bélgica ao Brasil, do Quénia às Filipinas, mas só em 1939 é que uma mulher chegou ao governo de uma capital: Kathleen Clarke, Lord Mayor de Dublin (República da Irlanda).

Hoje, ainda são apenas 14: Zekra Alwach, em Bagdad (Iraque); Gabriela Firea, em Bucareste (Roménia); Karin Wanngard, em Estocolmo (Suécia); Marta Hernández Romero, em Havana (Cuba); Manuela Carmena, em Madrid (Espanha); Daisy Torres, em Manágua (Nicarágua); Anne Hidalgo, em Paris (França); Adriana Krnácová, em Praga (República Checa); Virginia Raggi, em Roma (Itália); Yordanka Asenova Fandakova, em Sofia (Bulgária); Clover Moore, em Sydney (Austrália); Yuriko Koike, em Tóquio (Japão); Hanna Beata Gronkiewicz-Waltz, em Varsóvia (Polónia); e Muriel Bowser, em Washington D.C. (EUA).

Apesar de tudo, é visível que o "telhado de vidro" se vai quebrando. Vastas áreas urbanas, como Surat, na Índia (4,46 milhões de habitantes), Surabaya, na Indonésia (3,45 milhões), Rosário, na Argentina (1,19 milhões), ou Rostov on Don, na Rússia (1,15 milhões), são hoje administradas por mulheres. 

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