Saúde

Sofre de ansiedade? Não falhe estes cinco passos

A Máxima foi à procura do antídoto para a ansiedade, um dos maiores desafios do século XXI, e explica como combatê-la.
Por Rita Silva Avelar, 19.07.2017
Como surge, afinal, a ansiedade, e qual é o primeiro passo para combatê-la? Há várias abordagens à doença, mas o ponto de partida para a cura é menos complexo do que imaginamos. Para Lúcia D’Almeida, psicóloga, "a ansiedade surge associada à ideia de uma preocupação permanente e exagerada, que condiciona o nosso comportamento e aumenta os níveis de tensão perante qualquer situação emocional ou social. O primeiro passo para superar a ansiedade é aceitar que esta condição pode ser alterada. Para isso, é fundamental recorrer a um plano terapêutico, capaz de oferecer estratégias para recuperar o equilíbrio emocional e encontrar respostas adequadas perante o quadro clínico desencadeado pela ansiedade patológica".  

Segundo um estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental, publicado em 2014 pela Direção-Geral de Saúde, as perturbações psiquiátricas afetam mais de um quinto da população portuguesa. Deste valor global, destacam-se os números mais altos nas perturbações da ansiedade (16,5%) e nas perturbações depressivas (7,9%). A Organização Mundial de Saúde diz-nos que os países mais afetados pela ansiedade são a China, a Índia e os Estados Unidos, mas pelo mundo, em todas as sociedades, há problemas associados àquilo a que os especialistas chamam de sintomatologia ansiosa.

A ansiedade é uma doença difícil de identificar e facilmente associada à depressão e a determinados comportamentos. "Parece existir algum consenso na identificação de algumas características relativas a pessoas com a sintomatologia ansiosa, tais como dificuldade em gerir repostas emocionais, passividade, dependência, tendência para o perfecionismo, intolerância à ambiguidade e à mudança, formas características de avaliação das sensações corporais, insatisfação permanente e insegurança", esclarece ainda Lúcia D’Almeida.

Mas nem tudo é considerado um estado de ansiedade. "Sentir algum nervosismo, medo e até pânico é uma resposta normal e adequada em determinadas situações. Porém, quando estas reações acontecem com muita frequência e intensidade acabam por condicionar de forma negativa aspetos das vivências emocionais, familiares, sociais e profissionais, e são consideradas patológicas. Apenas uma pequena parte da população com esta condição recorre a psicólogos, psicoterapeutas e psiquiatras. Esse é sem dúvida o maior erro na luta contra a ansiedade: sofrer num silêncio altamente perturbador sem recorrer a ajuda especializada, sem informações adequadas sobre o diagnóstico e as formas de tratamento", remata a especialista.

A psicóloga identifica cinco passos essenciais, e necessários, para superar a ansiedade ou minimizar o seu impacto na saúde mental.

1. Identificar a ansiedade.
Analisar o medo e perceber se existe um perigo verdadeiro, assim como compreender o que se está a sentir e reconhecer que não há nenhum risco para a integridade física ou psíquica vai atenuar e/ou extinguir a ansiedade.

2. Método da imaginação guiada. Pensar num lugar ou numa vivência capaz de proporcionar tranquilidade e satisfação, adicionando o maior número possível de detalhes à cena até que a mente se acalme por completo. Este é um bom treino e fechar os olhos facilita bastante.

3. Praticar atividades de lazer e ter hábitos saudáveis. Fazermos aquilo de que mais gostamos é uma missão mais difícil do que parece. Guardar tempo para as atividades que nos proporcionam prazer e boa-disposição permite relaxar e conseguir uma envolvência social/emocional positiva. É importante ter uma alimentação saudável e a redução do consumo de álcool, café e bebidas energéticas contribui para o bem-estar físico e psicológico.

4Família e amigos. Ter uma rede de apoio pode ser bastante reconfortante, pois a ansiedade remete para sentimentos de solidão e incapacidade. É fundamental poder falar sobre os problemas, com pessoas de confiança, para limitar a vulnerabilidade e encontrar soluções.

5. Procurar um especialista
. O passo mais importante é encontrar uma ajuda técnica adequada, capaz de fazer uma avaliação individualizada, traçar um plano terapêutico e encontrar métodos capazes de ultrapassar as limitações causadas pela ansiedade e garantir o bem-estar psicológico.

Mais sobre a psicóloga Lúcia D'Almeida, aqui.
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