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Ter muitos amigos na adolescência não é sinónimo de felicidade

Ser popular pode não ser motivo para celebrar, diz um novo estudo.

Um novo estudo publicado no jornal Child Development e destacado pela revista Marie Claire britânica diz que as pessoas com menos amigos (e, por sua vez, relações mais próximas) na escola secundária tornam-se adultos com menos sintomas relacionados com a depressão e ansiedade social face aos colegas que eram mais populares.

Os investigadores da Universidade de Virginia estudaram a saúde mental de 169 adolescentes entre os 15 e os 25 anos e alguns tópicos como relações de amizade, sentido de identidade e posição social. Segundo o estudo destes jovens de diferentes raças e contextos socioeconómicos, os investigadores perceberam que as amizades na adolescência tinham efeitos duradouras na saúde mental adulta.

Os jovens com relações de qualidade, ou seja, aqueles que proporcionam interações significativas e um forte suporte emocional aos outros, tinham uma opinião mais positiva de si mesmos aos 25 anos, comparando com os jovens que só mantiveram relações superficiais. Além disso, também mostraram níveis mais baixos de ansiedade e depressão e expectativas mais positivas em relação às amizades adultas como um sistema de suporte emocional.

Uma variante que o estudo não foi capaz de resolver foi o efeito dos media na saúde mental e nas relações, ainda que tenham sido comprovados alguns efeitos negativos provenientes do crescimento de plataformas como o Snapchat ou o Instagram. Para um dos investigadores, Joseph P. Allen, "as tecnologias potenciam as amizades superficiais. Cultivar as relações próximas com alguns indivíduos devia ser uma prioridade". 

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