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Planear dias mais felizes!

Este texto destina-se especialmente a adultos, embora produza efeitos positivos colaterais nas famílias!
Por Máxima, 10.10.2016

A azáfama do regresso à escola, ao trabalho e às rotinas acarreta múltiplas escolhas, discussões, promessas: este ano é que vai ser! Vou dedicar tempo para brincar com os miúdos, estar com a família, namorar, trabalhar somente o necessário, fazer a minha dieta super-inovadora-radical-com-resultados-eternos, não falto ao ginásio, acabaram-se os serões preenchidos com preocupações e nunca, jamais em tempo algum, vou fazer coisas que não desejo. É-lhe familiar?

Depois, possivelmente, vem a frustração de não conseguirmos atingir os objectivos megalómanos que traçámos após termos deixado as crianças na escola e termos seguido rumo ao emprego.

Porque não pensar em pequenino e seguir a MÁXIMA do "Menos é mais"? Se nos habituarmos a planear mil coisas na agenda finita, o mais provável é não alcançarmos as metas definidas e ficarmos a patinar num sentimento de frustração pleno.

Aqui ficam algumas ideias para não projectarmos a nossa vida em hipérboles irrealistas e insensatas:

- Arranje uma agenda familiar, no caso de ter crianças, pais ou avós e coloque-a num local acessível em casa, de modo a que todos a possam ver. Não é necessário elaborar muito ou gastar dinheiro. Até pode orientar os filhos para fazerem uma magnífica agenda de parede, funcional e atraente;

- É importante que esta agenda/cronograma tenha as actividades regulares e um espaço vazio para escrever as "loucuras" da semana, isto é, tudo o que sai da rotina. Só depois de ter a mancha do horário regular é que passa às actividades pontuais de cada elemento da família.

- Estabeleça inicialmente os horários das actividades dos miúdos (e as suas também, ou já se esqueceu que é este ano que vai de facto ao ginásio e quiçá, aventurar-se numa actividade que sempre desejou experimentar e acabou sempre por adiar?… até agora!). Se perceber que há actividades que vão condicionar toda a dinâmica familiar, explore alternativas. Por exemplo, se o seu filho adolescente quer ter aulas de Mandarim Sábado às 16.30h, provavelmente esse horário vai condicionar fins-de-semana em família. A não ser que queira mesmo vir a ser Mestre de Kung-Fu na China, o ideal é discutir com o rapaz outras hipóteses.

- Distribua funções e tarefas pela família, não habituando nenhum elemento ao falso alívio da inutilidade. Da criança mais pequena que arruma o quarto e consegue colocar os guardanapos na mesa até ao adolescente sombrio que protesta, mas lava a loiça ou pelo menos, enche a máquina de lavar, todos devem contribuir em casa. Não quer produzir jovens adultos incapazes e carentes de autonomia, pois não?

- Anote os dias em que vão visitar os avós e outros familiares dos petizes, de modo a que todos tenham a noção que vão ter de fazer os trabalhos da escola mais cedo, estudar mais no dia seguinte, ou seja, tentar responsabilizar um pouco os filhos (apesar desta sugestão ter de ser adaptada às diferentes idades e níveis de maturidade das criaturas);

- Marque com corações pirosos ou estrelas brilhantes os dias em que vai querer fazer um programa a dois (ou com amigos, porque não?). Não se esqueça que vai precisar do maravilhoso serviço de baby-sitting de um qualquer amigo/familiar propenso à independência e vida boémia que mesmo assim, aprecia momentos pontuais com os infantes. Acredite que quem não procriou gosta mesmo de poder passar algum tempo com crianças!

- Não permita que a mancha de actividades pontuais seja ocupada apenas pelo serviço de motorista destinado a festas infantis. Faz sentido que os pais se tornem dependentes das agendas lúdicas das crianças? Se numa turma cada menino comemorar o aniversário numa festa de fim-de-semana, não vai ter muito tempo para passar momentos de dolce fare niente em família, certo? Pondere estes momentos com lucidez e equilíbrio, de modo a não isolar o seu filho dos pares, mas não o tornar dependente de animações constantes e múltiplas.

Para finalizar, pondere mesmo a hipótese de se dedicar a alguma actividade só sua. Porque não experimentar um tipo de dança, fazer um workshop de teatro, ter umas aulas de bateria ou outro instrumento musical, desenhar, pintar, meditar, correr, ler, escrever… enfim, escolher um tempo só para si que lhe poderá dar prazer e um novo fôlego para o dia-a-dia.

Planeie de forma inteligente a sua felicidade!!!

por Ana Marques da Silva

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