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O que está a acontecer aos espermatozóides?

Os homens do mundo ocidental estão a perder espermatozóides.
Por Ângela Mata, 27.07.2017

Um novo estudo da revista Human Reproduction Update, acaba de revelar que, em apenas 40 anos, a contagem de espermatozóides no mundo ocidental caiu mais de 50 por cento. Há mesmo investigadores que alertam tratar-se de um problema de saúde pública.

Os especialistas fizeram uma meta-análise de 185 estudos publicados entre 1973 e 2011 e concluíram que a contagem de espermatozóides em homens dos Estados Unidos, Europa, Austrália e Nova Zelândia está em perigoso declínio. Os mesmos sugerem que o estilo de vida da sociedade moderna, o tabaco, o stress, a obesidade e a exposição a pesticidas ao longo da vida podem estar por detrás do problema.

Os resultados do estudo revelam uma diminuição de 52,4% na concentração de espermatozóides e de 59,3% na contagem total de espermatozóides entre homens norte-americanos, europeus, australianos e neozelandeses. Ainda assim, a média da contagem total e a concentração ainda estão acima dos limites definidos para os casos de infertilidade. Pelo menos, para já.

De acordo com os critérios da Organização Mundial da Saúde, a concentração de espermatozóides (que mede a quantidade por mililitro) deve estar acima dos 20 milhões e a contagem total (os espermatozóides no volume da ejaculação) acima dos 40 milhões. O estudo conclui, assim, que os efeitos nos espermatozóides podem ser um primeiro sinal de alarme do impacto da vida moderna na saúde. 

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