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Instagram: estudo diz que esta é a pior aplicação para a saúde mental

Quais são os efeitos secundários de fazer scroll nos nossos smartphones 24 sob 24 horas?
Por Rita Silva Avelar, 16.01.2018

No ano passado, o Instagram registava 100 milhões de utilizadores ativos na rede social. Tão assustador como fascinante, este dado leva-nos a imaginar milhões de jovens a fazerscroll num ecrã, a ver imagem atrás de imagem, todos os dias. Como esta é uma rede social especialmente dedicada à imagem, é frequente vermos fotografias manipuladas com recurso a ferramentas de edição de imagem (como o Photoshop) e a filtros e retoques que resultam em paisagens paradisíacas ou retratos de corpos atléticos perfeitos. Ao mesmo tempo, quem publica este género de fotografias também pode viver na ilusão de uma felicidade exagerada, deixando na sombra (e fora do universo online) o lado mais real do seu dia a dia. A ideia de perfeição pode, de facto, afetar negativamente estes jovens, diz um novo estudo.

Conduzido pela instituição de saúde inglesa Royal Society for Public Health, o estudo #StatusofMind é o resultado de entrevistas a 1.500 pessoas, com idades compreendidas entre os 14 e os 23 anos, sobre a forma como as redes sociais Instagram, Snapchat, Twitter, Facebook e YouTube têm impacto na sua saúde mental. Os resultados mostraram que o Instagram é a mais prejudicial, especialmente para as mulheres. A aplicação, popular entre as faixas etárias mais novas, sobressaiu negativamente por não dar espaço à imperfeição, o que leva os seus utilizadores a experienciar sentimentos como ansiedade, depressão, solidão e insatisfação. Uma série de vivências que se identificam com a fobia de não pertencer a lado nenhum (FoMO ou "Fear of Missing Out", um termo que nasceu em 2000).

Apesar do estudo resultar em conclusões maioritariamente negativas, Simon Wessely, o psiquiatra e presidente do Royal College of Psychiatrists, explica que há alternativas para contornar esta negatividade como, quando necessário, colocar-se o telemóvel em modo de voo. "Eu tenho a certeza que as redes sociais têm um papel negativo na felicidade, mas também trazem benefícios… É preciso ensinar as crianças a lidar com ambos os aspetos desta rede social – os bons e os meus – para as preparar para o mundo digital, que continua a crescer", explicou.

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