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Afinal, as crianças devem (mesmo) apanhar alguns vírus

Os cientistas insistem na importância do contacto com o mundo no desenvolvimento das crianças.
Por Ângela Mata, 21.07.2017

Ao contrário do que muitos pais defendem, é bom para as crianças que sejam, cada vez mais cedo, expostas a um contacto com o exterior. Apesar de, grande parte das vezes, haver um enorme protecionismo em redor de crianças pequenas, a verdade é que o facto de estarem expostas a alguns vírus em tenra idade é positivo para a sua saúde.

Quem o diz é Jack Gilbert, diretor do Centro Microbioma e reconhecido professor da Universidade de Chicago, que defende uma exposição (moderada) das crianças aos germes. Segundo ele, "os pais tendem a sobre-esterilizar o ambiente dos filhos porque não entendem que a sociedade pode ser benéfica para eles". No entanto, são os momentos em comunidade que ajudam a melhorar o sistema imunitário dos mais pequenos.

No seu novo livro, Dirt is Good, é precisamente isso que o investigador defende e reforça. As vantagens dos germes no desenvolvimento do sistema imunológico das crianças deitam por terra tudo o que, por norma, a maioria dos pais entende como limpo. Daí que, para os pais mais rigorosos nas limpezas, esta ideia represente uma autêntica dor de cabeça.

"Numa casa onde ninguém esteja doente, praticamente não existem riscos para a saúde das crianças. Graças às vacinas e ao saneamento básico, as nossas casas são extremamente seguras", refere o médico e professor. Por isso, o facto de os pais sobreprotegerem os filhos enfraquece a resposta imunológica do seu organismo às ameaças externas. "Deixem que os vossos filhos brinquem com animais ou que comam no chão. A sociedade é boa!", remata Jack Gilbert.

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