Família

5 formas de educar as crianças para a igualdade

Estaremos nós a esquecer-nos da importância de educar, acima de tudo, para a igualdade?
Por Rita Silva Avelar, 03.10.2017
Quando pesquisamos no Google por igualdade, a palavra que se segue é: género. É um dos temas mais discutidos na atualidade, mas estaremos a dar-lhe a importância necessária no que respeita à educação das gerações futuras – ou seja, todas as crianças e adolescentes de quem somos, eventualmente, responsáveis por educar? Há várias autoras a escrever sobre igualdade de género e feminismo, de forma clara e pertinente, livre de preconceitos e extremismos. São elas a premiada escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, que em 2014 escreveu aquilo que o jornal The Telegraph classificou como "um dos livros mais importantes do ano", Todos Devemos Ser Feministas,a escritora espanhola Carmen G. de la Cueva, que escreveu Mamá, Quiero ser Feminista, ou Nuria Varela, autora de Feminismo para Principiantes.

Estes são os cinco conselhos destas três publicações, citadas pelo jornal El País, que importa lembrar quando estamos a falar de educar para a igualdade e para o respeito.

1. Nunca dizer que se deve fazer ou deixar de fazer uma coisa por se ser rapariga. Esta é uma das ideias reforçadas por Adichie no seu livro. O mesmo para os rapazes: a formação de estereótipos deve evitar-se na infância. Um dos exemplos dados no livro é o de cozinhar. "Saber cozinhar não é um conhecimento pré-instalado na vagina, cozinhar é algo que se aprende", escreve a autora. 
 
2. A justiça e a igualdade de direitos são conceitos reforçados por Nuria Varela em Feminismo para Principiantes. Nele, a autora explica que "o contrário da igualdade é a desigualdade, não a diferença; todos e todas somos diferentes e isso é maravilhoso nos seres humanos, mas o problema começa quando sobre essa diferença construímos desigualdades". E é por isso importante, e referindo-se aos filhos, "ensinar-lhes que não sejam indiferentes à injustiça e à desigualdade, para que sejam adultos solidários e comprometidos em tornar o mundo cada vez mais justo". 

3. Aprender também a questionar. A igualdade não se aprende como um dogma, mas também através de uma reflexão pessoal e da observação atenta às situações do dia a dia – aqui, a linguagem tem um papel importante. Estas ideias são reforçadas por Adichie no seu livro. Por exemplo, por mais que chamemos princesas às nossas filhas com boa intenção e carinho, esta "é uma palavra carregada de presunções, a delicadeza é associada à figura feminina, e ao príncipe que a resgatará". 

4. Ler é uma das formas de, mesmo em idade adulta, saber mais sobre a igualdade, e sobretudo acerca das tais situações ‘invisíveis’ associadas à desigualdade que vivemos todos os dias e que, sem querer, podemos perpetuar. Nuria Varela explica que, no caso dos adultos, "o feminismo ainda é amplamente desconhecido para alguns, ainda assim toda a gente parece ter uma opinião sobre o tema mesmo que não tenham lido nada sobre o assunto nem se tenham informado sobre o mesmo – essas opiniões estão fundamentadas em juízos de valor e mitos, não na realidade e no conhecimento". 

5. É preciso instalar a ideia, na educação das crianças, de que não existem temas proibidos e aumentar-lhes a autoestima para que não tenham receios de os lançar numa conversa. Carmen G. de la Cueva exemplifica com um comentário da própria irmã: "Converso, de forma liberal, do corpo, da menstruação, etc., desde que me lembro de falar. Quero que não se sinta que existem silêncios à nossa volta, que não há temas dos quais não se possa falar."

Todos Devemos ser Feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie, €7,50
Mamá, Quiero ser Feminista, de Carmen G. de la Cueva, €21,83
Feminismo para Principiantes, de Nuria Varela, €9,50
Todos Devemos ser Feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie, €7,50
Mamá, Quiero ser Feminista, de Carmen G. de la Cueva, €21,83
Feminismo para Principiantes, de Nuria Varela, €9,50
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Livros que falam sobre igualdade e educação
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